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INFORMAÇÕES    
Autor: Daniel Gomes.
Título: Círculo da Lua.
Publicação: 20/10/2006.
Categoria: Fantasia.
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Página - Star Trek Unlimited.

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FANTASIA      
Círculo da Lua.
Por: Daniel Gomes.

Imagem da Internet.

Circulo da Lua – A lua, as trevas e o começo.

Dois dias haviam se passado e ele olhara novamente para o mapa.

- Ahhh velho infeliz... ahhh ancestral infeliz. – Gritou consigo próprio enquanto caminhava numa estrada iluminada somente pelo luar um pouco esbranquiçado. Um pouco mais à frente o mapa mostrou-lhe uma direção a seguir. Parecia que havia chegado no local que estava sendo obrigado a ir.

‘Finalmente’ – pensou consigo mesmo. Retirou o Circulo da Lua e foi correndo na direção indicada. Ao chegar lá, para sua surpresa, havia apenas uma espécie de templo. Curioso olhou para o mapa novamente e este estava apontando para a estrutura a sua frente.

Sem alternativa adentrou no local. Muito pouco conseguia ver além. Forçou a vista, mas nada. Quando andara, quase cegamente, uma luz fantasmagórica acendeu e clareou todo o lugar. Edward ficou abismado com a beleza do lugar. Havia várias pinturas de tempos bem mais antigos. Uma delas logo acima da porta, que parecia ser a principal do templo, estava um quadro onde uma flor residia no topo de uma rocha ao luar avermelhado. Havia uma escritura que parecia ser latim, ou algo parecido.

Sob o luar, as trevas avançam
Sob as trevas, a vida se cria
Sob a vida, a esperança prevalece
Sob a esperança a coragem de um homem
Sob a coragem de um homem o mal não prevalecerá
E no fim
Tudo clareará.

Edward adentrou ainda mais no templo e, no fim deste, numa espécie de estufa, numa rocha crescia incrustada o único objeto vivo naquele lugar todo. O conjunto de vidros fazia com que a luz lunar ficasse avermelhada. Ao se aproximar da flor algo veio a sua frente. Uma mulher alva como a lua e bela como as trevas apareceu a sua frente.

- Escolhido, a flor que vê a frente lhe ajudará em sua jornada, pois servirá como chave para a casa da escuridão que irá enfrentar. Leve-a e que os bons ventos tragam a boa sorte para o seu caminho. – Desapareceu em seguida.

O jovem “cavaleiro” pegou a flor e tudo ao seu redor, como num passe de mágica, sumira. A flor, por um instante, brilhou e, em seguida, fluiu por sua mão direita, passou pelo braço, brilhando lindamente e foi diretamente para o Circulo da Lua, fazendo o chicote ficar com uma coloração dourada por alguns segundos e voltando ao normal em seguida.

- Siga o seu caminho, ó escolhido. O confronto se aproxima. – Disse a voz feminina.

O jovem do clã Belmont ficou apenas abismado, sem entender nada o que acontecera, por vários minutos. Sacou o mapa e vira que este apontava para um novo lugar, continuando o seu caminho para um fim incerto.

“Só espero sair vivo dessa.” – Pensou consigo mesmo. “Pelo menos poderia ter me dado um cavalo, seguir a pé dificulta um pouco as coisas.” – Chutando uma pequena pedra a sua frente com a luz do luar sendo a sua companheira.

A Profecia.

- Então? Terminou? Está demorando muito en? – Reclamou o impaciente “cavaleiro” que estava nu da cintura para cima deixando as costas à amostra para um feiticeiro.

- Calma meu filho. Tudo demanda de um certo tempo e tem coisas que precisam ser lidas vagarosamente. Você não sabe como é difícil ler em carne viva como a humana. – Disse o feiticeiro que estava copiando as palavras e as figuras que estavam nas costas do “cavaleiro” já as traduzindo num pergaminho.

- Mas vai fazer mais de duas horas que estou aqui em pé. Sabe que está frio? E ainda aqui sem camisa, talvez eu pegue um resfriado.

- Não seja reclamão, e fique quieto – empurrando o “cavaleiro” para a posição ereta novamente – isto é muito importante e você me atrapalhando fica difícil de traduzir esse texto.

Passaram-se alguns minutos a mais, que pareciam uma verdadeira eternidade, e então o feiticeiro terminou o seu trabalho.

- Pode colocar a camisa. – Disse pegando o pergaminho recém-escrito e colocando sobre a mesa, aproximou uma vela para poder ver melhor.

- O que temos?

- Como bem previsto nos textos mais antigos. Um mapa de uma profecia que teve inicio a mais de 100 anos. Uma profecia, na qual, a sua família está marcada para o resto da eternidade.

- É o que? – Perguntou o “cavaleiro” assustado.

- Aqui diz, se não traduzi errado, que aquele ao destruir o mal encarnado supremo terá os seus descendentes diretos como guardiões da paz. Usar-se-á o Circulo da Lua para selar a alma penada que de cem em cem anos vem perturbar a balança do bem e do mal. Você, um membro do clã Belmont, foi tocado pela divina aura para combater o mal. Você usará o Circulo da Lua – que será passada de geração a geração – até que os fins dos tempos cheguem.

- Então... bem... estou marcado, beleza! Mas porque a nossa família?

- Creio que tudo começou com o seu avô na região dos bálticos, onde o mal surgiu pela primeira vez há cem anos. Ele tinha lido sobre um mal que iria afligir aquele lugar e fora treinado pelos monges da Bretanha. Pois então, os monges sabiam que ele era o escolhido e que deveria ser conduzido para esse encontro, assim selando o pacto entre o reino dos homens e o reino dos céus, onde uma família escolhida seria a guardiã da paz. O selo definitivo é esse chicote que você carrega.

- E como eu sei que eu sou o escolhido? Afinal, algum engraçadinho pode ter escrito esse texto enquanto eu estava dormindo...

- Você tem a marca na testa... a cruz de cristo. Você tem a marca do anticristo nas costas de suas mãos. Você é o escolhido.

- Mas...

- Nada de mas... agora vá ao encontro do mal, pois este pode estar despertando a algum momento. Tome este mapa quando você chegar próximo, ele brilhará e mostrará o caminho donde estará o mal.

E a jornada da família Belmont começara.

Bem e Mal

Um raio de sol passara nuvem adentro. Ainda estava um pouco indisposto pelo dia que se seguiu no qual andara toda a manhã e à tarde, pouco tempo para se alimentar e muito menos ainda para descansar. Edward Belmont tinha uma longa jornada pela frente, mas estava muito cansado para encarar a noite para prosseguir.

Ficara, então, descansando de baixo duma árvore até o entardecer completar o seu ciclo quando, de repente, ouvira alguns sussurros e uma voz dizendo vagarosamente “venha” na direção do pôr do sol. Tentara ignorar a principio, mas, então, a voz o chamara pelo próprio nome: “Venha cá, Edward Belmont.”. Assustado e intrigado foi então em direção ao poente.

Alguns metros à frente vira uma cena inusitada. Dois seres alados, um perseguidor e um perseguido fazendo acrobacias praticamente impossíveis no ar. Cada qual com formações corpóreas nunca vistas antes por ele. Asas, faces felinas, garras, tudo totalmente estranho e grotesco demais.

- O bem e o mal – Falou a voz.

- Como?

- A luta incessante do bem e do mal, onde nos quais nunca sabemos que é o perseguidor e quem é o perseguido. Luta sem começo, sem meio e sem fim. Luta na qual tem os seus coadjuvantes, atores e seus diretores.

Edward ficara mudo. Apenas continuava, impassível, a observar toda a cena se desenrolando a sua frente. A luta continuava ainda mais feroz que alguns segundos atrás. Podia ver gotículas de sangue espalhando-se pelo chão e gritos ou grunhidos soltos por ambas as criaturas. A cada golpe ele mesmo sentia uma dor lacerante em sua pele.

- E é esta a luta que você irá travar agora e sempre – Continuou – Mas fique certo que o bem nunca vencerá o mal e vice-versa. A luta é infinita e contida num círculo vicioso para a ordem Natural do Universo. Tudo isso é tão somente o equilíbrio de toda a existência.

E os dois seres alados continuavam com a sua luta quando a voz sentenciou.

- Este é o destino de todos os seres vivos, não por mais ou por menos. Agora vá, continue com a sua jornada e lembre-se o bem não poderá vencer o mal e o contrário também é verdade. O bem e o mal são uno e devem continuar assim, sempre, sempre e sempre até os fins dos tempos. Vá.

Belmont acordara de súbito e olhara para o horizonte, um novo dia acabava de nascer. Ao andar, continuando a sua jornada, em direção ao poente notara uma forma rochosa que parecia um Senhor sentado majestosamente no seu trono e que vigiava o seu vasto reino planícies à frente.

A Dama de Verde.

Mais um dia, mais uma longa caminhada até o fim dessa jornada que exauria cada vez mais aquele que foi o primeiro de muitos que estavam por vir. Aquele que iniciou uma Lenda, uma das maiores, já vistas pela humanidade até os tempos futuros.

Estava numa floresta, novamente, e de noite.

- Por que sempre à noite?

Estranhamente luzes perpassavam as copas das árvores e iluminavam toda floresta com um azul fraco fantasmagórico. Nunca tinha visto algo parecido. Existia, até onde a vista não podia alcançar, um único caminho e foi nele que Edward.

Vozes, sussurros e risadas. Foi o que ele ouviu enquanto caminhava naquele lugar estranhamente incomum.

Avançou mais um pouco.

Movimento.

Rapidamente sacou o seu chicote e, com a mão esquerda, esticou-o com o máximo de força. A sua respiração já estava entrecortada. Um novo movimento e ele já estava em posição de ataque. Silêncio.

- Quem está aí? – Gritou – Vamos maldito. Apareça.

Mais um movimento a sua esquerda e, rapidamente, ele atacou, pegando algo com o seu chicote. Na ponta, enrolada pela cintura, uma criatura de cor esverdeada estava sendo amarrada pelo Circulo da Lua.

- Quem é você? – Gritou.

A mulher não respondeu.

Edward sacou a sua espada então e iria atacar a mulher a sua frente. Ela dera um sorriso e olhou por sobre o ombro de Edward. Seres parecidos com ela, de cores variadas, o estavam cercando. Uma risada tímida saiu daquele rosto fantasmagórico.

Rapidamente Edward a soltou e atacou os seres ao seu redor com o seu chicote. Um tentou atacá-lo e ele conseguiu desviar. Agora havia dois a sua frente e outros a sua costa.

Ele fechou os olhos e segurou o crucifixo que trazia numa corrente no pescoço. O que pôde ser visto depois foi uma forte aura branca que saíra do corpo de Edward e cobrira alguns quilômetros em todas as direções e pôde ser vista a uma grande distância.

(...)

- Hem? – Acordou sentindo-se segurado por braços quentes e carinhosos.

- Então você é o escolhido? – Perguntou a mulher que lhe cobria com as suas asas também esverdeadas. – E, agora, descobriu uma de suas habilidades.

- Como?

- Os objetos que você carrega são sagrados e com sua fé pode-se usá-los em seu favor como armas. Poucos possuem essa habilidade e menos ainda sabem controlá-la. Estava esperando-o para testá-lo e ver se podia acessar essa habilidade. – Segurou-o com mais força e rezou algum tipo de mantra. – Essa é a magia da Extrema Unção. Isto irá lhe dar novas energias para continuar a sua jornada.

Belmont se levantou revigorado. Quando se virara, a mulher estava sumindo nas trevas azuladas da floresta.

- Muito pouco escolhido... falta muito pouco para você encontrar o seu destino e equilibrar as forças mais uma vez. Siga em sua jornada. – Desaparecendo por completo.

A trilha, mais do que nunca, brilhava e o caminho podia ser visto por completo. Edward pegou-a e continuou na sua trilha até o seu destino final.

O Lago.

O som abafado dos galhos que se agitavam por causa da lufa era por demais hipnóticos. O andar das folhas que caiam do alto das árvores e percorriam todo o lago de cristal era maravilhoso. Não existiam palavras para mesurar qualquer estado latente daquele lugar. Edward olhava de soslaio para aquele lugar, fantasmagórico a priori, mas seguidamente fascinante. Não sabia como havia chegado lá.

Há mais de dois dias havia se perdido dentro da Floresta dos Recantes, pois havia perdido o mapa quando estava dormindo e, desde aquele momento, vagara sem um destino próprio até achar aquele lugar.

- Belo lugar. Pena que eu vou morrer aqui se ficar parado sem fazer nada. – Exclamou ele.

- Seria bem provável mesmo, se o destino assim o quisesse. – Falou-lhe uma voz feminina.

Vários orvalhos de cristais começaram a cair por sobre a sua cabeça. Quando tocavam esta eles se transformavam em água e percorriam todo o corpo de Belmont em direção ao solo e, em seguida, se misturava a água do lago.

- Mas o destino não quis assim. E não será assim. Você foi trazido para cá para um motivo. O Cristal de Libeendin. – Ressoou a voz calma e cristalina como a água na frente dele. – Um dos elementos que o ajudará com o que está para vir.

Mais uma vez Edward Belmont se espantou com a habilidade daquele bruxo e todas as coisas que ele havia dito de ter sido o escolhido e que o caminho dele seria iluminado o suficiente para cumprir a sua função. Cada elemento que acontecia com ele fazia parte do Grande jogo do Destino.

Uma forte rajada de vento permeou por toda a floresta e chegou até o lago de cristal. As águas, num minuto calmas, ficaram revoltas e, mais do que de repente, uma espécie de árvore de cristal se elevou no meio do lago.

- Ali jaz parte do seu destino. Ali, na árvore, a alma do Cristal de Libeedin reside e será transferido para você para que possa usá-lo ao seu favor. O poder de Libeedin iluminará o seu caminho na noite mais escura, no dia mais sombrio, até que o meu se revele e até que o bem se dissolva no mundo até o próximo grande encontro. Vá até a árvore.

Belmont, cuidadoso, andou para o lago. Pensou, por um momento, que iria afundar ou cair nalguma armadilha, mas qual foi a sua surpresa estava andando por sobre uma ponte invisível. O orvalho cristalino, em seu vapor, havia endurecido o ar para que ele pudesse andar sobre a água.

Chegou perto da árvore de cristal e tocou-a. Segundos depois estava fora da Floresta e sentiu três gotas em sua mão direita.

- São os fragmentos de Libeedin. Representam Sabedoria, Poder e Coragem. – Disse a voz e, assim, os três cristais fincaram-se na mão de Belmont. – Eles serão levados consigo e por toda a sua família, juntamente com o Circulo da Lua, até os fins dos tempos. Vá escolhido e siga o seu caminho. – Silenciou.

Fim.

Daniel Gomes é criador e responsável pelo Pbem "Play By E-mail", onde são desenvolvidas as histórias da USS Bishop. Visite a página da USS Bishop. STAR TREK UNLIMITED

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