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INFORMAÇÕES    
Autora: Mônica Medeiros.
Título: A Morte.
Publicação: 27/08/2004.
Categoria: Fantasia.
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Página da Autora - Lua Nua.

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FANTASIA      
A Morte
Por: Mônica Medeiros

Imagem da Internet

Fantasmas, aparições e visões são apenas fruto de nossa imaginação... Ou não?

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Adolescentes de cidade grande, não tem muito para fazer em cidades pequenas. Os bares fecham, os habitantes locais já estão dormindo, quebrar lâmpadas já é um tédio, fazer barulho é natural...fazer o quê? Ficávamos sentados no meio-fio perto da casa onde estávamos, falando bobagens e quando dava na telha íamos até o cemitério passear. Não éramos góticos, mas gostávamos da paz daquele lugar tão improvável. Se ainda tivesse alguém por ali não iria gostar nada da zona que fazíamos.

Um dia, ou melhor uma noite, estávamos sentados no meio-fio e alguém sugeriu irmos para lá. Eu já não estava muito legal, sentia uns arrepios esquisitos, sei lá, muito estranho... Não tinha nem conseguido beber, o que para mim era e ainda é, efetivamente muito errado... Ao ouvir a sugestão, pulei e disse não estar a fim de ir. Ao falar me virei para a pessoa e meu olhar alcançou o poste de luz que fica na curva que vai em direção ao cemitério. Fiquei tonta. Senti muito medo, como se fosse ver alguma coisa muito ruim...

Neste ponto devo esclarecer, que desde cedo eu sempre tivera muito medo de escuro, como se fosse ver alguma coisa ruim, como um demônio ou um monstro de 7 cabeças.. e para me defender eu saía do lugar onde estava para fugir do meu medo... E foi o que eu fiz nesta noite. Me virei para o outro lado e tentei esquecer. Mas algo me puxava naquela direção e por mais que eu não quisesse acabei voltando a olhar. E o tempo parou. Eu parecia estar em outro lugar embora visse o mesmo lugar, as mesmas pessoas, mas eu não estava na mesma dimensão que os outros. Não conseguia pensar com muita clareza, mas sentia um arrepio gelado correndo junto com meu sangue por todo o corpo. De repente, de baixo do poste, um vulto preto começou a deslizar em minha direção. Conforme ele chegava perto, comecei a perceber que o vulto tinha forma humana, envolto numa capa preta com capuz. O meu medo foi se dissipando a medida em que eu queria ver o rosto da sombra. Até que eu vi. Assim que eu gravei o rosto em minha mente, o vulto desapareceu e eu voltei para a dimensão "normal".

Não preciso dizer que de acordo com minha educação, minha reação foi clássica: pensei ter visto a morte. Fiquei apavorada e voltei correndo para a casa, onde tentar dormir foi um pesadelo. O medo de ver algum parente morto me assombrou por dias. Mas ninguém morreu...

Um mês depois, conheci a morte. Era um rapaz que acabou vindo a ser meu marido e pai dos meus filhos, seis anos depois. E a pessoa que, sem querer, me ensinou o início de tudo. Sempre que o vejo em qualquer outro plano, é sempre do mesmo jeito, com sua capa preta de capuz.

Há muito tempo ele deixou de procurar a luz. Mas está tendo que se confrontar novamente com ela, por que um de nossos filhos é um grande mestre. E o está fazendo lembrar.

Nosso casamento acabou há muito tempo. Mas foi a partir da “visão da morte” que a minha vida começou a fazer sentido. E só para terminar, um detalhe: A noite da visão era de lua cheia, as fotos do meu casamento mostram o nascer da lua e foi depois que o casamento acabou que eu conheci Lua Nua. Mas esta é outra história...

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Mônica Medeiros é também a responsável pela página de contos Lua Nua

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