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Autor: Daniel Gomes.
Título: Entre Sonhos e Idéias.
Publicação: 20/10/2006.
Categoria: Ficção Científica.
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FICÇÃO CIENTÍFICA      
Entre Sonhos e Idéias.
Por: Daniel Gomes.

Imagem da Internet.

Texto participante do REFICEF – Recanto dos Escritores de Ficção Científica e Fantasia.
Tema: Nave Estelar.

As telas que mostravam os infinitos universos paralelos existentes por todas as realidades mudavam constantemente. Cada qual mostrava um evento único, mas não-singular, que permeava em quase todos os seres cientes de sua condição de peças no grande palco da vida.

Um evento que, de uma forma ou de outra, sempre mudava o rumo das civilizações que o alcançavam. Um sonho que vira uma idéia e, em seguida, vira realidade. Fazendo assim mudar todos os aspectos sócio-culturais destas civilizações. Toda a sua percepção de tempo e espaço muda. O espaço para alguns uma fronteira a alcançar, para outros o espaço inicial e para tantos mais a volta para casa, como já disse uma vez vários sábios, estudiosos e afins, dos Universos Paralelos nº 453, 123, 785, 332, 445 e uma infinidade de muitos outros – com alguma diferença ou outra nas palavras -: “Se fomos, um dia, pó de estrelas, não estamos a explorar o desconhecido e, sim, voltando para casa”. Estas belas palavras permeavam os pensamentos de muitos nos universos paralelos.

Não era menos do que isso que se esperava das raças inteligentes, com curiosidade e intenções, seja política, cientifica, econômica, social, religiosa, o que fosse, o que era certo: “Apesar de todas as inconstâncias dos Universos, desde o seu período original, uma equação era pura e aplicada. A Equação das Viagens Estelares” – dizia um dos estudiosos que ficavam no Complexo – “é fato que todas as raças tendem a voltar ao lugar de onde vieram. É fato, também, que essas raças tendem a quebrar todos os paradigmas feitos com suas visões radicalmente curtas criadas numa percepção ínfima sobre o infinito do espaço. As questões sobre algo maior, como o Deus da Terra, Resmus de Elaid-III ou os Profetas de Bajor, fizeram que com essas raças fossem procurar as respostas no espaço. Muitas delas, por sua vez, se decepcionaram com tudo o que viram, muitas ficaram deslumbradas e outras foram a exploração. E as questões maiores: O que somos? Para onde vamos?, sempre ficaram sem respostas até o fim dos tempos”.

Existe uma, das muitas histórias, em particular que é extremamente interessante. Uma história que ocorreu no Reinicio dos Tempos no Universo Paralelo nº 22, no ponto exato do fim de uma grande guerra e do isolamento da Galáxia para com aquele planeta. Durante anos os habitantes daquele lugar foram manipulados pelos seres do espaço para que eles não fossem atrás dos seus sonhos e depois de um bom tempo, vendo que os seres controlados perderam a ânsia de voltar ao espaço, os seres extraterrestres foram-se deixando, outra vez, a semente do sonho pousar nas mentes das pessoas e uma delas começou a sonhar cada vez mais alto.

(...)

Ele olhava para as estrelas daquele céu totalmente limpo. Aqueles pontos cintilantes no negrume quase total pareciam, a cada momento, chamá-lo e engraçado ele podia ouvir o que elas diziam. Será que estaria ficando louco? Será que não estaria pensando certo? Nem mesmo ele sabia. Mas tinha quase uma certeza, aquele chamado seria algo que deveria cumprir um dia.

Sempre fora encantado com aqueles pontos luminosos. Quanto mais estudava, mais queria saber. Astronomia era a ciência que ele estudava agora na Universidade de LaCarte, na Cidade de Mediêta (3000 AG). Todas as coisas que lia e via nos livros, mapas estelares e pergaminhos há muito tempo, eram sempre fascinantes.

Sabia que num passado remoto antes da Grande Queda, a Humanidade viajava nas estrelas, mas, por algum motivo, não puderam mais fazê-lo. Não se sabia ao certo realmente, pois a maioria dos manuscritos, dados computacionais, livros e outras coisas do período pré-Queda foram destruídos.

Antes tudo não passava de pura lenda. Os estudiosos das várias universidades diziam que as escrituras encontradas em várias partes do globo por geólogos e paleontólogos não passavam de lendas perpetradas em geração a geração para incitar a criatividade entre os jovens. Até mesmo os eventos que precederam a Grande Queda e os anos seguintes – chamados de Anos Escuros – também pareciam ser uma espécie de mito distante e incoerente. Foi então que uma gigantesca carcaça foi encontrada nas montanhas de Mormadeid há alguns anos atrás onde vários dados computacionais em Inglês Arcaico e Federaz demonstravam que era possível sim a viagem espacial e que a própria humanidade já tinha feito algumas dessas viagens, singrando pelo espaço profundo. Nestes mesmos dados havia alguns relatos do porquê a humanidade não mais fazia aquelas viagens e tudo indicava que fora um dos princípios da Grande Queda. Assim os governos de Gaia determinaram que todos os dados fossem realocados para um local secreto e a carcaça fosse “destruída”.

Todas as esperanças de Joshua Ramirez se esvaíram quando ouvira a noticia. Sempre pensava que poderia, com os seus estudos, ajudar aos Governos de Gaia a criar uma Fragata Estelar para singrar mais uma vez o espaço, viajar para casa novamente. Pena que, agora, nada disso seria possível.

Até que...

À noite calada batia com o vento friorento em sua janela. Não havia uma vivalma nas ruas de Mediêta. Os seus pensamentos estavam todos direcionados a um único lugar. O espaço. A sua casa. A sua vida. O seu sonho. Havia discutido todas as formas possíveis com os seus professores, amigos e colegas de classe para pedir um financiamento ao governo local para a construção de um pequeno foguete para enviar um homem ao espaço. Sabia que isto era possível, pois os aviões atuais, por exemplo, podiam viajar em velocidades surpreendentes e grandes o bastante para poderem sair de Gaia em velocidade suficiente de escape. Já havia a tecnologia possível, só precisava do apoio para tanto.

Enquanto pensava os seus olhos divagavam entre as estrelas mapeando cada constelação que havia estudado. Fazendo rotas para viajar e conhecer cada um dos pontos luminosos no céu. Sentir-se visitando um amigo de infância, um irmão ou um parente distante a cada ponto que parasse. Queria ir além dos pensamentos, queria fazer isso, nem que durasse uma eternidade para conseguir fazer esse feito. Mas não precisava esperar tanto.

Ouviu passos ao longo do assoalho do corredor que ficava a frente do seu apartamento. Depois de alguns segundos eles sumiram, mas, em seguida, bateram em sua porta.

- Sr. Ramirez. – Disse uma voz feminina. – Sr. Ramirez, o senhor está ai?

Ele olhara no seu relógio digital e eram um pouco mais de 3 da manhã. Quem será que estaria atrás dele à uma hora daquelas e porquê?

- Quem é?

- Sr. Ramirez, por favor, nos deixem entrar. Temos algo importante a falar com o senhor e é urgente. – Continuou a voz feminina.

- Só abro se vocês me disserem quem são vocês. – Disse sentado próximo à janela donde estava. – Só nessas condições.

- Por favor, Sr. Ramirez. É algo de importância, digamos, nacional. Se o senhor não quiser saber, temos outros astrônomos que talvez estejam interessados no seu cargo. – Uma voz, agora masculina, falara.

- E o que seria?

- Parece que o senhor não está interessado. Pois bem. Depois não queira ver nos jornais a oportunidade que perdeu. – Falou a voz feminina. – Não queira passar mais dez, vinte anos lendo e desenhando os seus mapas estelares somente usando binóculos.

Joshua se aproximou do olho mágico computadorizado que estava do lado de sua porta e apertou um botão. Era uma jovem com os seus 28 a 29 anos, 1.60m, cabelos negros, grandes e óculos escuros, vestindo um terno negro tal qual os óculos. A voz masculina vinha de um homem, uns 20 centímetros mais alto do que a mulher, careca e óculos escuros. Trazia ainda, uma maleta junto com ele. Joshua ficara intrigado com aquela dupla, mas, pelo menos, não estavam usando embaralhadores de imagem, o que, pelo menos, não tinham nada a esconder, pelo menos até agora.

- Vou deixar vocês entrarem, mas não tentem qualquer gracinha. O meu vizinho é policial, ouviram? – Disse tentando disfarçar um pouco a voz.

- Compreendemos muito bem o que o senhor quer dizer. – Falou a moça.

Respirou fundo, arrumou um pouco os seus cabelos que estavam despenteados e esfregou os olhos para ver se conseguia tirar o sono que estava estampado em sua cara. Não tinha tempo de fazer a barba ou, no caso, até mesmo trocar de roupa, ainda estava com a mesma que estava usando na Universidade.

Abriu a porta.

- Entrem. – Disse ele seco. – O que querem às 3 de manhã comigo?

- Poderia fechar a porta, por favor? – Falou o homem.

Joshua fechara a porta e fora à frente para a sala, os dois o seguiram. Apontou o sofá para eles se sentarem que eles o fizeram sem qualquer gracejo. O homem colocara a mala preta em cima da mesa à frente deles. Ramirez sentara a frente dos dois.

- Não lhes ofereço nada porque, em primeiro lugar, não os conheço e, em segundo, porque tomar algo às 3 da manhã deve ser um pouco indigesto.

- Não há problema algum. Tanto no primeiro como no segundo caso. No segundo ficamos agradecidos pela sua preocupação e no primeiro não tem porque não nos apresentarmos agora. Sou Cristiane Torgado e esse é o meu colega Alevi Jacob. – Os dois estenderam a mão para cumprimentá-lo. Um pouco contrafeito o fez por mera polidez. – Agora estamos apresentados. – Disse a jovem com um sorriso no rosto e, em seguida, tirou os seus óculos, ajeitando os seus cabelos deixando a mostra as suas orelhas um pouco pontudas. Os olhos azuis cintilantes indicavam que ela era do gênero Arrakis – um subgênero dos Homo sapiens - que ressurgiram no Período Pós-Queda e as suas orelhas um pouco pontiagudas indicavam que ela era do Clã dos Summers, uma ramificação do gênero Rulcan – que, pelo que diziam os estudos genéticos, era uma outra raça que se misturou com os seres humanos nos períodos Pré-Queda, do mesmo modo que o Gênero Arrakis.

No total havia cerca de 12 gêneros de seres humanos em Gaia. Existe a principal, inalterada com o passar dos anos em perfil genético, Homo sapiens, que todos os outros gêneros se ramificavam. A de grande maioria era o gênero sapiens, ou Homo sapiens sapiens – ou ainda, Homo puris – que eram os humanos com DNA 100% puro. Em seguida vinha o gênero Rulcan, ou Homo sapiens rulcan, com as suas orelhas levemente pontudas e um pensamento lógico mais apurado. Outra era do gênero Betz – Homo sapiens betazeds – onde estes tinham um dom de sentir a emoção das pessoas e um quarto gênero em níveis populacionais seria o gênero kling – Homo sapiens klingon – com uma testa levemente enrugada e uma força maior que o normal. Os outros gêneros eram em números menores, mas não menos importantes. O que demonstrava que no passado remoto havia uma certa miscigenação com os seres de fora ou que outras raças haviam evoluído junto com os humanos em Gaia.

- Sim. E o que vocês querem?

- Gosto dele, vai direto ao ponto. – Disse Jacob. – Pois bem. Somos da Agência Espacial de Gaia e estamos aqui...

Joshua fizera uma cara de quem não engolira o que haviam dito.

- Espere um pouco. Agência Espacial? Vocês estão de piada comigo não é? Isso não existe.

- E porque você diz isso?

- Porque desde a descoberta da carcaça, os governos de Gaia acharam por bem melhor que qualquer idéia de exploração fosse jogada de lado e foi isso que fizeram.

- Pode até ser. – Disse Cristiane. – Ou melhor, poderia ser. Como você acha que o senhor recebe as noticias sobre eventos como esse o mais rápido possível?

- Bom, por causa dos satélites que foram descobertos a mais de 90 anos atrás com as primeiras transmissões de rádio-teste. – Respondeu prontamente Joshua.

- E você não acha que como todo aparelho eles não tendem a se desgastar com o tempo? E se eles quebrarem? Como bem deve saber toda a economia global, agora, se baseia nos dados que trafegam nessa rede “alienígena” construída por alguém a muitos anos atrás. – Continuou a moça.

- É verdade. Sim é verdade isso.

- Já dá para imaginar caso isso ocorra né? Bom, apesar dos governos declararem publicamente que não podemos ir ao espaço, já mandamos ao espaço vários homens com os dados que conseguimos reconstruir dos bancos de dados da Carcaça. Claro, é para como alguém quem nem você não venha nos encher a paciência para começar a explorar o espaço ou coisa do tipo, tudo é feito debaixo dos panos. – falou Jacob.

- Então quer dizer?

- Sim. Estamos pesquisando formas de explorar o espaço, mas não queríamos causar alarde perante o público cientifico que, se soubessem disso, iriam pedir aquilo que Jacob disse anteriormente. A Agência Espacial de Gaia é o esforço de todos os países para estudos avançados para a construção de uma Nave Espacial.

- Como????? -Perguntou surpreendido.

- Sim. Estamos estudando um jeito de levar o homem a explorar o espaço mais uma vez. Viemos até você para isso. Soubemos de seus estudos para criar um foguete para viajar além da lua. – Ela abriu a mala, colocou um holoprojetor em cima da mesa e ligou-o. Lá estavam todos os esquemas, cálculos e, até, trajetórias feitas por Joshua ao longo dos anos para uma possível viagem espacial.

- Eiiii... como vocês tem isso? São todos os dados que eu estudei durante todos esses anos. Todos os cálculos que fiz e refiz e até...

- Sim... até os rascunhos, rodapés e qualquer coisa que você tenha escrito nos últimos 5 anos. – Falou Jacob. – Tudo que você fez está aqui arquivado.

Joshua não sabia o que fazia, se expulsava aqueles dois de sua casa, denunciando-os por espionagem ou se perguntava como eles haviam conseguido aquilo tudo. Todos os cálculos que tinha feito estavam guardados num cofre de banco, o mais seguro da cidade e a senha era dividida para três pessoas diferentes que mudava toda a semana. Somente com os três – dois colegas seus – juntos podiam abrir o cofre.

- Sei muito bem que o senhor deve estar confuso agora. Pois bem, nos temos todos os seus dados porque o Governo local nos permitiu o acesso a todos os seus dados públicos e privados porque temos algo muito importante que o senhor poderá fazer por nós. – disse Cristiane. – Bem, queremos que o senhor venha trabalhar conosco para o Projeto Rising Star.

- Que Projeto é esse?

- Este projeto consiste em criar a primeira Nave Estelar pós-Queda a ser criada pela Humanidade para singrar no espaço novamente. Já temos muita coisa pronta, apenas não temos um navegador de mão cheia, muitos astrônomos não tem a mesma competência que o senhor. Por isso queríamos que o senhor fosse o navegador chefe da nave. – Continuou Cristiane.

- Eu?

- Sim. O senhor é o mais qualificado. E com os seus dados teremos algo a mais a serem colocados no banco de dados da nave.

- Bom, com os meus dados vocês não precisariam de mim.

- É bem verdade. Mas queríamos alguém com a alma de explorador dentro da nave. A maioria dos homens dentro da nave é de primeira viagem, destes, somente 2 são navegadores bons, mas nenhum com tanto conhecimento quanto o senhor. E então?

- E... mas... e as pessoas em Gaia, como vão reagir com essa súbita mudança dos governos de Gaia?

- O governo local estará escondendo tudo até que possamos lançar uma outra nave daqui a uns 10 anos quando mostraremos a Rising Star para o mundo.

- Daqui a 10 anos??

- Sim, o senhor e a tripulação estarão fora por dez anos pesquisando e explorando, assim veremos se é bom navegar lá por fora ou se o Projeto será cancelado.

- Então seremos gado indo ao matadouro? – Disse Joshua secamente.

- Bom... não diria em essas palavras, mas seria algo do tipo. – Falou Cristiane. – Então?

- Dez anos no espaço... – olhou para os dois a frente dele. – Dez anos...

- O senhor não tem nada a perder. Se for poderá voltar como herói, se não for, bem... a História não conta a história dos covardes.

Joshua respirou fundo e olhou para as imagens do hojoprojetor a sua frente. Lá estava o foguete que havia projetado, era a Horizon Star. O foguete tinha um pequeno modulo que cabiam 12 pessoas e uma propulsão iônica que teoricamente seria possível de construir.

Fechou os olhos e sentira o chamado das estrelas na sua alma e em seu coração. Realmente não tinha nada a perder, mas, ao mesmo tempo, tinha tudo a perder.

- Quando partimos?

(...)

A nave estelar estava numa doca espacial em órbita de Gaia. Eles haviam chegado lá com uma espécie de transporte que usava a antigravidade para escapar do planeta. Uma tecnologia realmente revolucionária teoricamente possível.

- Tudo feito com os dados da Carcaça. – Disse Cristiane.

- O quanto vocês conseguiram? – Perguntou Joshua curioso.

- Muito mais do que se possa imaginar. Por exemplo, a tecnologia de Holoprojeção ou de Processadores isoquanticos foi “criada” a partir dos dados tirados da Carcaça. Daqui a três, possivelmente quatro anos, estaremos mostrando o primeiro protótipo do gravcar, um carro que usa antigravidade e daqui a 20 anos estaremos trazendo os processadores biolineares que usam neurônios artificialmente criados para processos computacionais.

Ao chegarem a doca espacial lá estava a nave majestosa na cor negra, roxa e azulada. Tinha um formato quase arredondado, mas, particularmente, esticado. Muito próximo, de acordo com os dados de um computador visual dado a Joshua, com uma nave de Classe Defiant. A diferença estava que aquela nave parecia organicamente viva. A Rising Star poderia, naquele momento, ser considerada uma obra de arte tecnológica. Algo que poucos podiam apreciar. Do lado da nave luzes azuladas podiam ser vistas por Joshua, assim como luzes com um roxo forte.

- O que são essas cores que se destacam além das demais?

- As cores azuis, por exemplo, são as naceles de dobra. – Falou Jacob.

- Naceles de Dobra?

- Sim. Parece que no período pré-Queda a tecnologia usada era a tal Dobra espacial... – Continou Jacob.

- Que dobra o tempo e o espaço? Mas isto requer uma gigantesca fonte de energia.

- Sim e nós temos ela.

- Que seria?

- Um núcleo subespacial de alta rotatividade. Demoramos 4 anos para conseguir criar um, mas, finalmente, conseguimos.

- E a de cor roxa?

- É uma outra variedade de tecnologia de viagem espacial. Se chama Sistema de SlipStream, mas não temos dados relativos a ela para dar maiores detalhes. Apenas a construímos e deixamos lá porque estavam nas esquemáticas dos dados. – Disse Jacob.

E a pequena nave se aproximou da gigantesca nave que estava na Doca espacial.

(...)

A Nave Estelar, por dentro, era tão grande quanto por fora. Tinha cerca de 200 metros de comprimento e 40 de altura. Toda equipada com tecnologia de ultima geração que só seria vista em Gaia dentro de 30 a 40 anos.

- Creio que o senhor tem tudo que precisa não? – Perguntou Cristiane.

- Sim, acho que sim.

- Bom, então vou indo. – Disse ela.

- Você não vai ficar?

- Não... tenho outros deveres a fazer. Dentro de três meses a nave estará funcionando e daqui até lá tenho que recrutar outras pessoas. Talvez a gente se encontre na partida da nave.

- Assim espero.

- Por favor, se apresente ao capitão da nave. Ele lhe dará maiores detalhes do que o senhor tem que fazer.

- Agradeço.

- Boa Sorte. – Disse Joshua.

- Para o senhor também.

(...)

Três meses se passaram e os treinamentos foram árduos. Todos os dias tivera que dar treinamento para os muitos oficiais ali a bordo e, ainda, tivera aulas como usar os computadores, de ultima geração, da nave, como navegar e usar os vários instrumentos, como sensores, armas e afins.

Todos estavam na Ponte de Comando. Para a sua surpresa Cristiane iria junto com ele naquela empreitada em direção ao desconhecido. Ela seria a Segunda em Comando. O Presidente Geral de Gaia dizia as últimas palavras do discurso feito ao mundo sobre a exploração espacial.

“...que o universo nos permita, mais uma vez, trafegar nas suas entranhas novamente. Espero que possamos, com a construção da Rising Star que começará agora, começar a nossa viagem ao lugar onde pertencemos, o espaço. Que todos nesta nova viagem, a se seguir dentre em breve, sejam guiados pelo Senhor e que sigamos em paz. Boa sorte a Equipe de construção da Rising Star e que os bons ventos os levem nessa nova empreitada.” – Foram as palavras finais do Presidente Geral.

- Os senhores ouviram o presidente. Já recebemos o sinal verde. – Disse o capitão. – Senhor Joshua a nave é sua.

Joshua, como navegador chefe, digitara os primeiros comandos e a nave começara a sair da Doca espacial. Em poucos segundos, apesar da nave tremer um pouco por causa do esforço, já haviam passado a lua.

- Capitão? – Perguntou Joshua.

- Marcar curso para o sistema mais próximo, o que o motor nos permitir.

- Sim senhor.

A Rising Star, agora, estava passando próximo a Marte. A sua velocidade era de 0.993c, uma pequena distorção temporal poderia ser sentida na comunicação, mas, para resolver o problema, de acordo com os dados obtidos na Carcaça, se usaria a tecnologia de comunicação subespacial que suplantava a deficiência cronológica.

Em poucos minutos já estavam se aproximando ao cinturão de asteróides que cercava os chamados planetas interiores do Sistema Solar. Quando saíram dele Joshua marcará o curso para o infinito e além.

E a nave sumia num clarão branco no espaço profundo.

(...)

Os sonhos somente acabam se os sonhadores os deixarem de sonhar.

Fim.

Daniel Gomes é criador e responsável pelo Pbem "Play By E-mail", onde são desenvolvidas as histórias da USS Bishop. Visite a página da USS Bishop. STAR TREK UNLIMITED

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