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INFORMAÇÕES    
Autor: Elias Manjoulento Neto.
Título: Três Passos para a Glória.
Publicação: 17/07/2005.
Categoria: Ficção Fantástica.
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FICÇÃO FANTÁSTICA      
Três Passos Para a Glória.
Por: Elias Manjoulento Neto.

Imagem da Internet

Léo desviou graciosamente do projétil. Perto demais! Arremessou-se atrás da árvore, escutando seu coração. Sua afobação quase lhe custara a vida.

Mas não erraria novamente. Este é o meu lar, e ninguém vai me humilhar aqui dentro. Era o último do grupo e tinha apenas três balas, o suficiente para derrotar seus inimigos.

Um tiro bateu na árvore, assustando-o. O medo causa mais dano do que uma bala, seu pai lhe falara certa vez. Era isto que ele tinha que controlar. O medo de levar uma bala na testa. O medo de perder.

Naquele momento, ele viu o rosto de seu pai em uma das janelas da casa. O velho deu uma piscadela e Léo entendeu o sinal. Está na hora.

Ele saiu de trás da árvore, correndo como um gato amedrontado. Mas não sentia pavor agora, apenas confiança. Uma bala veio em direção ao seu ventre, fazendo-o girar em seu eixo como um pião. Ao terminar o movimento, ajoelhou-se prontamente e atirou seu projétil no pescoço do inimigo. Apenas mais dois!

Esgueirando-se por trás da moita, percebeu que Bruno estava na entrada da casa. Correu furtivamente até jogar sua munição mirando na cabeça dele. Mas seu rival percebeu sua movimentação e também atirou.

As duas balas cortaram o ar, indo em direção aos seus alvos.

Léo desviou o olhar da própria bala para acompanhar a que vinha em sua direção. Por um breve segundo, parecia que tudo estava perdido, seria humilhado em seu território. Só que o tiro do inimigo atingiu-lhe o ombro, causando muita dor.

Ferido, mas não o bastante.

Bruno não teve a mesma sorte. Sua testa estava marcada pelo penúltimo tiro do cansado soldado, que seguiu em frente na busca do seu objetivo final. Glória e respeito!

Ele viu o último inimigo na sala, com munição nas duas mãos. Era magro, com um olhar selvagem e um nariz arrebitado que lhe renderam o nome Vanderson Falcão. O mais rápido e letal de todos.

Léo sentiu sua força falhar e, pela primeira vez naquela noite, chorou pela dor que sentia no ombro de arremesso. Mas então ele viu seu pai novamente, na porta daquela sala, e ele resplandecia como as estrelas na escuridão. Se o brilho era fruto da sua imaginação, ou apenas efeito das lágrimas nos seus olhos, não soube dizer.

Mas sabia o que tinha de fazer. Entrou correndo em direção ao Falcão. E foi então que, quando seu inimigo levantou os braços, ele viu uma fenda. Jogou-se no chão azulejado no momento certo e viu as balas passando por cima do corpo. Escorregou até perto das pernas de Vanderson e atingiu-o bem no coração.

- Eu ganhei! – gritou.

- Droga! - falou Vanderson.

- Parabéns, meu filho!

- Obrigado, pai – falou Léo, abraçando o seu pai. Logo depois, se reuniu com os amigos e inimigos para tomar um refrigerante na cozinha.

Porque havia acabado a guerra de traques-de-massa em seu lar.

E ali ele era imbatível.

OBS: Traque-de-massa é o nome daquela bombinha de São João que as crianças brincam.
Elias “Manjoulento” Neto

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