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INFORMAÇÕES    
Autor: Daniel Gomes.
Título: USS Fear - Síndrome...
Publicação: 20/10/2006.
Categoria: Jornada nas Estrelas.
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Página - Star Trek Unlimited.

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USS Fear - Síndrome de Cassandra.
Por: Daniel Gomes.

Imagem da Internet.

Tripulação:
Capitão: Saulo Tarsos.
Primeiro Oficial - Comandante: John Mellory.
Oficial de Segurança - Tenente Júnior: Antonio Carlos.
Oficial de Navegação e Operações - Tenente: Nissa - Andróide.
Oficial de Engenharia - Tenente Comandante: Normak - Deltano.
Oficial de Ciências - Alferes: Nadine Hamiel.

Capítulo I

(Lugar desconhecido)

Um lugar diferente que Nissa já havia visto antes. Ao se levantar ela vê, simplesmente, paredes, escuras e azuladas. Ela não se lembra muito bem como foi parar naquele lugar. Enfim tocara o seu comunicador, mas este não funcionara. A andróide tenta avaliar a situação racionalmente e notara, então, um tipo de console numa das paredes da ‘cela’.

Ela vai até o console e o analisa conseguindo chegar a nenhuma conclusão. Aquele console, aquele lugar, tudo aquilo era de uma tecnologia tão diferente que não conseguia saber para que serviam aqueles botões. Pela primeira vez, desde sua construção, estava desorientada. O seu cérebro Positronico não estava ajudando-a. E toda a sua habilidade como oficial da Frota Estelar de nada valia.

De Repente ela é teletransportada para um outro lugar. Agora estava numa grande sala, aparentemente escura, e uma cadeira ornamentada por uma luz avermelhada. Ela tenta, então, passar pelo feixe de luz além da cadeira e sente um eletrochoque. Parecia que estava presa naquele lugar. O que queriam dela? O que ela fazia ali? Eram as principais perguntas que passavam por sua mente robótica no momento.

Nissa tenta lembrar do dia anterior. Mas nada. Parecia que algo ou alguém havia manipulado o seu cérebro, pois não se lembrava. Ao tentar fazê-lo, sentiu um breve travamento no sistemas olfativos e palatais. Alguma coisa a estava impedindo de saber o que estava fazendo ali.

Uma falta de som interminável tomava todo aquele lugar. Uma falta de tal tamanho que Nissa estava sentindo algo que nunca havia sentido antes. Um tipo de ânsia, paralisação, falta de sentidos. O seu chip de emoções, enfim, estava funcionando. Diferente de Data, ela não o podia desligar, pois, de acordo com o setor de Robótica da Frota Estelar, os novos andróides que serão criados deverão portar o Chip de emoções com um sistema de não-desligamento. Esse sistema de não-desligamento vêm com as regras de robótica criada por Assimov. Como tudo isso é feito, somente os engenheiros de Gamma Centauri sabem explicar.

Ainda assim era algo inexplicável para a sempre lógica Nissa. Uma outra luz, negra, apareceu em cima da cadeira. Vendo como sinal de direção, a andróide, não tendo outra opção, se senta na cadeira. De repente ela se sentira puxada para dentro de algum tipo de sistema. Um vídeo começa a passar a sua frente. A ultima imagem que vira era de uma USS Fear sendo destruída por uma raça desconhecida e ela sendo montada e desmontada.

(USS FEAR, PONTE DE COMANDO)

Uma outra luz, azulada, a leva para o seu posto na USS Fear. A nave estava em frente a uma anomalia espacial.

- Tenente? – Disse Tarsos.

Ela estava muda.

- Tenente Nissa?

- Capitão?

- Onde você está Tenente? Faz 1 minuto que eu pedi que você diminuísse para ¼ de impulso quando chegássemos a 3000 metros da anomalia.

- Me desculpe capitão... estou distraída. – Ela fez o ordenado. – Pronto capitão.

Saulo a olhou com um pouco de espanto. Uma andróide distraída? Era algo para se preocupar. – Tenente o que a faz pensar que está distraída?

- Senhor? – Aquela pergunta a pegou de surpresa. Ela mesmo não sabia porque estava distraída. – Não sei senhor. Apenas me sinto fora deste lugar. Como algo tivesse me deslocado. – Um flash. Uma nacele da nave estava sendo puxada por um raio trator. Nissa, assim como Data, mexe a cabeça compulsivamente para os lados tentando saber o que se passava. Nunca havia visto antes aquilo na sua vida.

- Tenente?

Ela continuava a mexer a cabeça.

- Responda Tenente. – Disse Saulo se aproximando da oficial. – Nissa?

De repente ela parou a sua cabeça e olhou diretamente para o capitão. Nissa estava totalmente desorientada e fora de si. Em seguida tentou atacar o capitão, mas o seu chip de emoção fez que todo o seu corpo se autodesligar. A ultima coisa que ela pode ver foi uma mensagem. “Um robô jamais deverá machucar um ser humano.”

Isto era uma das travas de segurança que, em 2393, a Frota Estelar colocou nos programas de Operação para os andróides que seriam construídos a partir do Projeto Monkey Wrench. Projeto que consistia em colocar a serviço da Frota Estelar um Andróide por nave Estelar. Se o Projeto desse certo possivelmente, no futuro, andróides poderiam substituir os seres humanos em atividades consideradas mais perigosas. Como a manutenção do Núcleo de dobra. É claro que o Fator Carbono, uma teoria do dr. William DayStrom, não deixaria que houvesse uma nave somente com Andróides.

De acordo com a Teoria do Fator Carbono. O trabalho humanóide é, de fato, preciso na hora da real ação. Mesmo que os andróides cheguem numa perfeição tal. Eles não podem substituir em vários tipos de missões. Como Primeiro Contato ou até mesmo uma batalha. Pois o Fator Carbono, isto é, de organicidade, é vital para esse tipo de missão. Enquanto um andróide se baseia em termos matemáticos e lógicos, apesar do chip de emoção, o ser humanóide poderá, ainda, analisar com o Fator Carbono qualquer preponderância que possa existir.

O Capitão tocou o seu commbadge.

- Tarsos para a Engenharia.

[Normak falando.]

- Uma para ser transportada.

[Senhor?] – Perguntou um engenheiro intrigado.

- A Tenente Nissa precisa de ajuda.

[O que houve senhor?]

- Parece que ela entrou em algum tipo de pane. Acione o transporte já.

[Sim senhor.]

Em seguida uma faixa de luz é emitida do corpo de Nissa. Ela foi, então, transportada para a engenharia.

Mellory entra na ponte de Comando afoito.

- Capitão?

- Nem me venha perguntar alguma coisa Mallory. Se eu soubesse não estaria aqui com cara de idiota. Ela simplesmente endoidou. Pirou na batatinha. Caiu um parafuso da cabeça dela.

- A Alferes Hansen me avisou do ocorrido. Ela me comunicou a alguns segundos. Isso é estranho.

- Estranho é apelido Sr. Mallory.

A nave, em seguida tremeu. Tarsos quase cai ao chão.

- O que foi isso? – Perguntou Mallory.

- Não é possível identificar senhor. Parece que algo se chocou no casco. – Disse Carlos.

- Como assim? Os escudos não estão levantados? – Perguntou o capitão.

- Sim senhor. Eles estão. Mas os sensores não acusam nada. Parece que batemos em nada.

Tarsos arrumou a sua camisa, que ficara abarrotada e se sentou na sua cadeira.

- Agora me faltava essa. Estamos batendo em vento. Aumentar a varredura dos sensores.

- Sim senhor. – Disse Carlos. – Os sensores continuam indicar nada.

- Alferes Alonso. ¼ de impulso a ré. – Disse o capitão.

- Sim senhor. – O alferes fez o comandado.

[Engenharia para ponte.]

- Aqui fala Mellory.

[Onde está Nissa?]

Saulo fizera uma cara de incompreendido. Como isso era possível? Um transporte não ter transportado a sua oficial?

- Explique-se melhor comandante?

[Ela não chegou aqui...]

- Mas como isso é possível? O transporte está com...

(LUGAR DESCONHECIDO)

Uma luz azulada toma conta de toda a nave. Em seguida Nissa se vê na mesma sala. No mesmo lugar. Mas parecia que algo diferente estava ocorrendo agora. Ela podia ouvir gritos. Gritos conhecidos para ela.

- NAAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. PARE. PARE. ARHGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG.

Os gritos pareciam ecoar por toda a sala e por todo lugar. Os gritos aumentavam cada vez mais. Sucessivamente cara vez mais alto e mais alto até chegar num ponto insuportável onde a andróide gritou.

- OONNDEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE ESTOU? O QUE EU FAÇO AQUI?

Ela é, novamente, transportada para aquela mesma sala apenas com uma luz voltada para a cadeira. Mas havia algo de diferente naquele lugar. Uma outra cadeira jazia ao fundo da sua. Uma pessoa ofegava constantemente. Possivelmente era humano.

- Olá... – Gritou Nissa. – Pode me ouvir?

- Saia... – Disse o homem (ou mulher) ofegante. – VocÊ não deve ficar aqui.

- Como eu saio daqui?

- Da... mesma... maneira... (cof) de como... (cof) você entrou... só precisa...

Uma nova luz azulada toma conta de todo o lugar.

Capítulo II

(USS FEAR, Engenharia)

- Não precisa mais se preocupar senhor. O Alferes Mathew achou o defeito. Ela esta armazenada no buffer secundário do transporte. O transporte sofreu algum tipo de interferência. – Disse Normak. – Ela está aqui agora.

[Que alivio. Sr. Normak. Quero que faça um relatório completo com o que houve com Nissa. Tarsos desliga.]

Nissa estava na engenharia. Não sabia, realmente, o que estava acontecendo. Era tudo muito estranho e nunca havia passado por isso antes.

- Bom... tenente. – Se aproximou o Engenheiro. – Vamos ver o que está se passando por aqui. Alferes Tom, Alferes J´kar. Me ajudem aqui.

Os outros dois oficiais da engenharia ajudaram Normak a levantar a andróide. Nissa estava realmente confusa com tudo aquilo que estava passando.

(Alguns minutos depois)

[Tarsos para a Engenharia. Como estão as coisas aí?]

- Senhor... não temos nada. Simplesmente nada. Não consegui achar qualquer problema no cérebro positronico da Tenente. Ela está funcionando dentro dos parâmetros normais.

[Isso é muito estranho Comandante. Me diga como um Andróide pode se distrair?]

Normak ficou alguns segundos em silêncio. Tentando procurar uma resposta. Até que ele se lembrou do Projeto Monkey Wrench da Frota Estelar. Além de tudo esse Projeto serviria para deixar andróides mais humanizados, como queria B4, com o sistema de dados Do Data recuperados por La Forge da ultima análise feita por ele no Data em 2378, antes de ser destruídos pelos Breens em 2399. B4 queria que, como o seu irmão Data, e o seu enlouquecido irmão Lore, que os andróides chegassem onde realmente deveriam estar. Sentir, o que os humanos sentem. O sonho do Dr. Soong. Andróides com sentimentos e totalmente humanos.

É uma pena que B4 não pode ver o sonho dele e de seu criador ser concretizado. Mas, como tudo na vida, o Projeto continuou sem ele. Os dados para o Projeto foram baseados no chip de emoção do Data na ultima analise de Laforge neste.

- Senhor. Possivelmente tem haver com o Projeto Moneky Wrench.

[Projeto o que?]

- Monkey Wrench. Um Projeto para viabilizar andróides mais humanizados.

[E mais distraídos pelo que eu vi... mas por que isso só está ocorrendo agora? Ela não deveria seguir a sua programação padrão desde o inicio?]

- Possivelmente, Capitão, por termos saído da Deep Babylon antes do previsto, a programação de Nissa ainda não esteja completa. Se lembre que ela é um protótipo da Daystrom Industries. E foi comissionada a, apenas, 7 anos. Ela precisa de revisões constantes e, acho que, aquela que estava fazendo na Deep Babylon não foi completada.

[É bem possível... Faça o que puder com ela Comandante. Tarsos desliga.]

(Ponte de Comando)

Tarsos estava na sua cadeira e parecia preocupado. Nunca tinha visto tal situação antes. E, mesmo que a tivesse, não sabia o que fazer. Nunca tinha lidado com qualquer problema com Nissa nestes últimos 2 anos e porque justo agora? Agora com uma Anomalia espacial a sua frente? Agora tinha dois problemas para resolver.

De repente a nave balança novamente

- Carlos o que foi isso?

Antonio Carlos, rapidamente, digita alguns comandos no painel da segurança. Os sensores indicavam que...

(Lugar desconhecido)

Mais uma vez a luz azulada tomava conta do corpo de Nissa. A sensação, agora, não era a mesma. Estava presa numa mesa com as pernas e braços descolados de seu corpo. Parecia, basicamente, que ela estava num tipo de mesa de operações.

- Onde eu estou?!? – Perguntou uma Andróide confusa.

Ninguém respondeu ou, pelo menos, queria responder. Ela pode houver um burburinho ao longe. Este pequeno barulho parecia recitar algo. Mas ela não conseguia ouvir, mesmo com as suas habilidades robóticas. Nissa vira a cabeça para a esquerda e vê algo ou alguém dependurado na parede completamente nu. Algo estava pingando desse ser. Ao tentar enxergar melhor Nissa conseguira ver. Era sangue.

O sangue que estava escorrendo do corpo criava uma grande poça no chão. A principio ela não pode enxergar a cor do sangue, mas algo de estranho aconteceu. Uma luz vermelha caiu sobre o liquido precioso e, em seguida, esse começou a borbulhar. Parecia que o sangue estava ganhando vida ou algo parecido. Sem esperar a poça de sangue tomou uma forma de uma pilastra e, em seguida, se jogou sobre o corpo inerte na parede donde havia saído.

Um grito de horror pode ser ouvido por todo o lugar. Nissa não podia distinguir aquele sentimento que estava sentindo agora, somente sabia que era algo novo e isso congelava os seus circuitos internos. Um sentimento tão paupavel quanto as memórias vividas por ela nos últimos anos. O porquê ela estava passando por tudo aquilo não sabia.

Uma mão segurou a sua face cobrindo-a por completa. Nissa, como novo modelo, podia sentir a pele quente do ser, ou do algo, que a segurava. Aparentemente aquela mão era humana. O ser, ou o algo, se abaixou e falou algo para Nissa. E, mais uma vez a luz azulada tomou conta de todo o lugar.

(Ponte de Comando)

A nave estava se aproximando do setor Terioti I, como pedido pelo Domo. Aquele lugar estava próximo a Fronteira Forasteira. Havia, ainda, o Posto Avançado Zeta-II. Era para onde a nave deveria ir e realocar 100 novos tripulantes. A viagem estava um verdadeiro sossego. Nos últimos dias, apenas, tiveram alguns problemas com dois sintetizadores e, ainda, tiveram que parar em Mcnossos II para entregar remédios. A USS Fear seguia para o Posto Avançado Zeta-II em Dobra 7.

- Senhor estamos sendo contatados. – Disse Antonio Carlos.

- Na Tela. – Disse Saulo Tarsos, o capitão. O Domo havia informado que não havia nenhum planeta ou rota comercial nesta parte do território. Mas, depois dos Zadows, Saulo deixou a confiança um pouco de lado.

- Sim senhor. – Carlos digitou alguns comandos. – Estamos apenas com áudio.

- Nave da Federação USS FEAR? – Disse a voz.

- Sim... Esta é a nave da Federação USS Fear. Sou o Capitão Saulo Tarsos. Em que podemos ajudar?

Um pouco de chiado podia ser ouvido na comunicação. Alguns fuxicos e palavreados desconhecidos que o tradutor não conseguia traduzir. Em seguida dois torpedos puderam ser vistos pelo capitão.

- Senhor Carlos. Escudos ao máximo. Revidar.

O Tenente fez o possível. Mas, ao levantar os escudos. Os torpedos explodiram e eles foram transportados para um outro ponto no espaço. A sua frente estava uma anomalia espacial e estavam rumando em direção a ela.

- Tenente Nissa. Atual posição?

Nissa fez o pedido e, antes de responder, sentira que já havia feito isto antes.

- Capitão... estamos a 450 anos-luz do local atual. Estamos dentro de Território Forasteiro.

- Território Forasteiro? – Perguntou gritando para Nissa. – Vamos sair daqui.

- Não podemos senhor.

- E por que não? – Perguntou Saulo.

- Estamos sendo puxados pela a anomalia espacial. Não podemos dar impulso no momento... só quando estivemos a 3000 metros de distância da anomalia, pois, pelos sensores, parece haver um ponto nulo neste espaço que permite que entremos em dobra. – Explicou Nissa que, estranhamente, pensava que já havia dito aquilo.

- O faça então. – Disse Saulo. – Tenente Carlos?

- Senhor?

- Algum sinal de naves Forasteiras?

- Não senhor. No alcance máximo dos sensores não temos qualquer atividade forasteira.

- Ótimo. Mas fique preparado para qualquer coisa.

- Sim senhor.

Nissa continuou com os comandos dados por Saulo e esperou a nave chegar a 3000 metros da Anomalia espacial. Quando a Fear se aproximou do local pré-estabelecido, ao se virar para falar com o capitão, ela estava no mesmo lugar onde estava antes.

(Lugar desconhecido)

Agora deitada naquele lugar. Ela sentia várias mãos trabalhando em seu corpo. Abrindo, fechando-o. Examinando cada parte dele. Era algo realmente estranho, pois ela, ainda, podia sentir as mãos passando pelo seu corpo. A sensação disto era algo entre agradável e desagradável. Os seus processadores positronicos estavam a ponto de entrar em curto ou algo parecido.

Mais um Flash de luz.

Estava presa, agora, na parede. O que era tudo aquilo afinal?

De repente estava, agora, na mesma sala onde ficou pela primeira vez. Tudo aquilo era muito confuso e, não fez outra, se sentou na cadeira. Uma grande tela, a sua frente, surgiu e mostrou, agora, uma outra nave, não a USS Fear, sendo tragada pela a Anomalia Espacial. A imagem dá um grande Zoom e mostra que a nave, sendo puxada, é a USS Viocono, desaparecida em 2391. De mesma classe da USS Fear, Intrepid.

Muitos deram como desaparecida aquela nave e pararam as buscas em 2393. Uma mão segurou a cabeça de Nissa e apontou para a Tela.

Ela pôde, apenas, ouvir um urro de raiva e dor ecoar por todo o lugar. O ser, então, soltou a cabeça de Nissa e se postou em frente a andróide. Ela, então, pode ver nitidamente a aparência daquele ser. O sangue o recobria por completo mas um símbolo ainda podia ser visto no seu peito, no lado esquerdo. Era o símbolo da Frota Estelar no tempo da troca de símbolos que foi entre os anos de 2389-2393. O sangue descobriu a face da figura.

- Vocês nunca deveriam ter vindo para cá. Eles irão fazer horrores com vocês. Os estudos já começaram. Vocês não têm mais como sair.

- E por que eu estou aqui?

- Eles não sabem fazer com você. Pois andróides são diferentes de humanóides e, portanto, eles querem saber mais de você.

- E o que são eles?

- Não sabemos... nunca soubemos o que são ou o que eram eles.

- E como estou falando com você? Eu não sou orgânica. Eu não possuo telepatia.

- Existem coisas que nem a lógica pode explicar andróide. Nós tivemos um fim trágico... mas vocês não podem ter o mesmo fim.

- Como eu vou impedir esse ciclo temporal? – perguntou Nissa.

- Eu não sei... argghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Capítulo III

(PONTE de comando)

Nissa agora estava na engenharia. Sendo examinada por Normak. Alguma coisa havia acontecido. Mas não conseguia se lembrar.

A nave, então, começa a perder energia.

- O que diabos está acontecendo aqui? – Perguntou Normak.

Um dos alferes falou.

- Senhor. O Núcleo de dobra está sendo drenado.

Normak tocou no seu commbadge.

- Normak para a ponte de comando.

[ Aqui é Mellory.]

- O que está acontecendo aí em cima?

[Não sabemos comandante. Nós estamos sendo puxados para algum tipo de espaço continuum dimensional diferente do nosso. Estamos tentando compensar a mudança de fase com uma variação dos escudos.]

- Isto está acabando com as nossas reservas de energia.

[Sim... Corte a energia dos setores não essenciais agora.]

- Sim senhor. Vocês ouviram o que o homem disse. – Ele apertou o commbadge. – [Todo o pessoal dos Decks 4, 8, 9 e 10, passem para os decks adjacentes. Normak desliga.]

- desligamento completo – Disse um alferes.

- ótimo. Qual a nossa condição atual de energia?

- Podemos continuar com essa modulação dos escudos por mais 2 horas.

Um novo tremor é sentido na engenharia.

- Normak para ponte de comando?

Sem nenhuma resposta.

- Normak para Capitão?

Sem resposta.

- Normak..

O oficial de engenharia desapareceu numa nevoa azul. E, em seguida, toda a nave desaparece.

(...)

A nave estava se aproximando do setor Terioti I, como pedido pelo Domo. Aquele lugar estava próximo a Fronteira Forasteira. Havia, ainda, o Posto Avançado Zeta-II. Era para onde a nave deveria ir e realocar 100 novos tripulantes. A viagem estava um verdadeiro sossego. Nos últimos dias, apenas, tiveram alguns problemas com dois sintetizadores e, ainda, tiveram que parar em Mcnossos II para entregar remédios. A USS Fear seguia para o Posto Avançado Zeta-II em Dobra 7.

- Senhor estamos sendo contatados. – Disse Antonio Carlos.

- Na Tela. – Disse Saulo Tarsos, o capitão. O Domo havia informado que não havia nenhum planeta ou rota comercial nesta parte do território. Mas, depois dos Zadows, Saulo deixou a confiança um pouco de lado.

- Sim senhor. – Carlos digitou alguns comandos. – Estamos apenas com áudio.

- Nave da Federação USS FEAR? – Disse a voz.

- Sim... Esta é a nave da Federação USS Fear. Sou o Capitão Saulo Tarsos. Em que podemos ajudar?

Um pouco de chiado podia ser ouvido na comunicação. Alguns fuxicos e palavreados desconhecidos que o tradutor não conseguia traduzir. Em seguida dois torpedos puderam ser vistos pelo capitão.

- Senhor Carlos. Escudos ao máximo. Revidar.

O Tenente fez o possível. Mas, ao levantar os escudos. Os torpedos explodiram e eles foram transportados para um outro ponto no espaço. A sua frente estava uma anomalia espacial e estavam rumando em direção a ela.

Uma luz azulada toma conta de todo o lugar.

(Lugar desconhecido)

- Isso não é possível... eu estava aqui agora a pouco... – Falou nissa.

- Esse é um dos problemas dos ciclos viciosos temporais.

- E como eu acabo com isso? – Estava falando Nissa na cadeira e olhando para a tela.

- Isso é impossível de acabar. Com a sua atual tecnologia, Eles, podem brincar do jeito que quiserem até ficarem cansados.

- O que são eles?

- não sabemos... você sabia...

- Eu sabia que vocês iriam responder isso...

- Exatamente... um dos motivos que isso irá continuar... eles somente vão parar quando você esquecer isso. – falou a figura.

- Mas como?

- Nem Eles sabem.

(Ponte de comando)

- Disparar torpedos. – Falou Saulo.

A USS Fear disparou dois torpedos contra a nau que estava a sua frente. Ela a USS Viocono que havia saído da anomalia espacial e atacara a USS Fear. As duas, aparentemente, tinham o mesmo poder de fogo. A USS Fear, no entanto, era mais antiga que a USS Viocono, pois a Fear foi comissionada em 2370, alguns meses depois que a USS Voyager deu como desaparecida. A Fear ajudou no trabalho de busca da Voyager nas BadLands.

Os dois torpedos atingiram em cheio a USS Viocono. Mas, aparentemente, a nave não foi afetada com os torpedos. Em revido, a Viocono disparou dois tipos totalmente diferentes de torpedos atingindo as partes superiores dos escudos.

[Engenharia para ponte....]

O sinal foi cortado.

- Normak?!? – Perguntou Saulo. – Normak?! Continue com os Tiros senhor Carlos.

- Sim senhor.

Mais 5 torpedos foram atirados contra a Viocono. A antiga nave da Frota Estelar apenas desviou dos torpedos. A outra nave passou bem próximo a Fear e atirou nos emissores do escudo.

- Senhor os escudos caíram.

- Droga... polarização de casco agora.

- Sim senhor.

Antes que pudesse acionar a polarização de casco vários seres se transportaram para a ponte de comando e, em seguida, estavam apontando phasers de mão, bem conhecidos, para aqueles oficiais.

- Quem são vocês? – Perguntou Saulo.

A resposta foi um tiro de Phaser mortal vaporizando-o.

- Onde está a andróide? – Perguntou um ser.

- Que andróide? – Respondeu Mellory. – Não temos nenhuma andróide na nave.

- Você quer que o mesmo ocorra com você?

Mellory olhou no lugar onde estava o capitão.

- não sei do que vocÊs estão falando.

O mesmo ser que matou Saulo acabara de atirar no Primeiro Imediato também.

- Achei-a. – Falou outro ser, o mesmo que Nissa vira várias vezes. Os seres estavam todos cobertos com uma espécie de roupa liquefeita. – Na engenharia.

(USS Fear, Engenharia)

Vários seres se transportaram para a Engenharia.

- Peguem-na. O plano tem que continuar antes que...

Uma forte luz azulada apareceu saindo, agora, do corpo de Nissa.

Capítulo IV

(Lugar desconhecido)

- Agora é sua chance. – Falou o ser.

- Que chance? Tudo isso vai continuar... como você mesmo disse.

- Sim.. vai... a não ser que... Uma atitude seja tomada. – Entregando-lhe um tipo de arma.

- O que isso?

- Não tente saber o que é isso... apenas tente se lembrar de usa-la.

A luz voltou.

(Ponte de Comando)

- Senhor estamos sendo contatados. – Disse Antonio Carlos.

- Na Tela. – Disse Saulo Tarsos, o capitão. O Domo havia informado que não havia nenhum planeta ou rota comercial nesta parte do território. Mas, depois dos Zadows, Saulo deixou a confiança um pouco de lado.

- Sim senhor. – Carlos digitou alguns comandos. – Estamos apenas com áudio.

- Nave da Federação USS FEAR? – Disse a voz.

- Sim... Esta é a nave da Federação USS Fear. Sou o Capitão Saulo Tarsos. Em que podemos ajudar?

Um pouco de chiado podia ser ouvido na comunicação. Alguns fuxicos e palavreados desconhecidos que o tradutor não conseguia traduzir. Em seguida dois torpedos puderam ser vistos pelo capitão.

- Senhor Carlos. Escudos ao máximo. Revidar.

O Tenente fez o possível. Mas, ao levantar os escudos. Os torpedos explodiram e eles foram transportados para um outro ponto no espaço. A sua frente estava uma anomalia espacial e estavam rumando em direção a ela.

- Tenente Nissa. Atual posição?

Nissa fez o pedido e, antes de responder, sentira que já havia feito isto antes.

- Capitão... estamos a 450 anos-luz do local atual. Estamos dentro de Território Forasteiro.

- Território Forasteiro? – Perguntou gritando para Nissa. – Vamos sair daqui.

- Não podemos senhor.

- E por que não? – Perguntou Saulo.

De repente ela se sentou estranha. Uma coisa estava em suas mãos. Uma arma. Alguma coisa a fez levantar a mão e, simplesmente, pressiona-la contra a cabeça. Um grande brilho azulado pode ser visto por todos.

A nave continuava sendo puxada pela Anomalia espacial.

- Nissa?!?!? – Falou Saulo.

- Capitão... – Disse Carlos.

- O que foi agora? – perguntou Saulo.

- A anomalia... ela desapareceu...

- Como? Onde estamos então? Passamos pela fenda?

- De acordo com os sensores nos estamos na mesma posição onde entramos em contato com aqueles seres.

- no mesmo lugar? Verifique dados com os sinais subespaciais da Frota Estelar. – Ordenou Saulo enquanto pegava Nissa. – Imediato... leve-a para a Engenharia imediatamente.

- Sim senhor.

- Capitão.

- Sr. Carlos?

- Com os sinais subespaciais... nossos computadores estão atrasados 2 meses.

- 2 meses?

- Sim senhor... estamos na DE 2405.3003.

- Isso é impossível.

- Pode ter sido a Anomalia Espacial... – Disse o Antonio Carlos.

O Capitão se sentou na sua cadeira com uma cara de preocupado.

(USS Fear, Engenharia, 5 dias depois)

Finalmente a USS Fear chega no Posto Avançado Zeta-II para o remanejamento de oficiais.

Nissa ainda estava se recuperando na engenharia. O que ela havia aplicado era um tipo de aparelho que desativada quase todos os circuitos positronicos. Foi necessário uma reformulação completa no seu cérebro. Alguns dados foram perdidos nesse ínterim.

O capitão entrou na engenharia e foi falar diretamente com Nissa.

- Tenente?

- Capitão...

- Está melhor tenente?

- Sim... eu creio que poderei voltar as minhas obrigações o quanto antes senhor.

- Creio que sim. – Ele parecia um pouco preocupado.

- Senhor. Parece que está um pouco preocupado.

Ele não ficara nada surpreso. Saulo sabia que alguns andróides com o chip de emoção já podiam ler, fisicamente, os sentimentos e algumas pessoas.

- Um pouco tenente... um pouco.

- Poderia esclarecer-me?

- No momento eu queria saber porque você usou aquele aparelho?

- Digamos, senhor, que eu tive um deja-vu.

Saulo olhou para Nissa e ficara sem compreender.

Fim do episódio.

Daniel Gomes é criador e responsável pelo Pbem "Play By E-mail", onde são desenvolvidas as histórias da USS Bishop. Visite a página da USS Bishop. STAR TREK UNLIMITED

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