Inicial    Novidades    Autores    Grupos    Editorial    Opinião    Estatísticas    Recomendados    Links    E-mail   
INFORMAÇÕES    
Autor: Daniel Gomes.
Título: USS ShadowRunner.
Publicação: 20/10/2006.
Categoria: Jornada nas Estrelas.
Download - PDF ZIP 250Kb.
Página - Star Trek Unlimited.

Você pode copiar o material apenas para uso privado e de acordo com a lei de direitos autorais.

OUTRAS OBRAS DO AUTOR
A.F.I.E. - Missão I.
A.F.I.E. - I - Quadrante Alpha.
A.F.I.E. - II - Estatística.
A.F.I.E. - III - Correio Espacial.
Defiant Uno.
USS Bishop - A Chegada.
USS Bishop - Sinais de...
USS Bishop - Traição.
USS Bishop - Bastidores.
USS Bishop Ragnarok.
USS Fear - A Mão.
USS Fear - Síndrome de...
USS Fear - Coração Negro.
USS Victoria - Aconteci...
A Batalha Findará...
A Verdade???
Corredor Espacial.
Crônicas de Guerra.
Despertar.
Entre Sonhos e Idéias.
Espere o Inesperado.
Flash Back.
Harmonia e Dissonância.
Líder de Homens.
Memória Perdida.
O Círculo da Lua.
O Tunel.
JORNADA NAS ESTRELAS      
USS ShadowRunner - Gênesis.
Por: Daniel Gomes.

Imagem da Internet.

Placa dedicatória da nave Estelar USS ShadowRunner NCC 79299
Classe Intrepid em 2370
As coisas que realmente acontecem e as que realmente fazemos sempre mudam nossas vidas e o destino da Galáxia.

Esta é a segunda parte da trilogia. Será mostrado aqui o começo da Guerra Borg/Federação. A história foi feita com o intuito de melhorar ainda mais o conteúdo do jogo. No mais, isto é apenas uma mera suposição do futuro para as pessoas que não estão familiarizadas com o PbeM e sua historia.

Os agradecimentos continuam os mesmo e para o pessoal que está tendo paciência em ler estas historias.

Tripulação da USS ShadowRunner (Principal nave desta historia):

Capitão – Marina Flock Summers.
Primeiro Oficial – Tenente Comandante Sebastian Marx.
Engenheiro Chefe – Tenente Junior Havok (Vulcano).
Médico Chefe – Tenente Sinia Illix (Trill).
Ciências Chefe – Alferes Sonja Hawk.
Operações Chefe – Tenente Comandante Tales Nogueira.
Segurança Chefe – Comandante Eymard Jansen.
Navegador Chefe – Tenente Edward Powell.
Conselheiro - Alferes Seqir D’nar (Bajoriana).
Dono do Bar – Ronald McChicken.

A USS ShadowRunner.

A ShadowRunner é uma nave de Classe Intrepid já devidamente modificada com as tecnologias trazidas pela Voyager na sua viagem no Quadrante Delta. Todas as especificações técnicas são as mesmas que podem ser encontradas na Voyager.

Está nave passou por 3 oficiais comandantes antes de chegar nas mãos de Marina. Participou da Guerra Dominium, combateu uma invasão romulana e deu apoio a DS9 quando os bajorianos se tornaram um governo neutro.

Houve pequenas melhorias em alguns quesitos nesta nave. Ela desenvolve a sua velocidade de dobra máxima de maneira mais suave. Mas no todo ainda continua uma mesma classe Intrepid

Prólogo:

O ano é 2390. Um pouco mais de dez anos se passaram desde a guerra contra o Dominium. Tudo transcorria bem para a Federação de Planetas Unidos. As raças belicosas haviam dado uma chance para que a FPU pudesse ganhar novo fôlego e novas esperanças. As naves que foram parcialmente destruídas na Guerra puderam ser recicladas. Mas outras estavam tão destruídas que só puderam ficar em algum lixão espacial para não atrapalhar as rotas navegacionais.

Era o ano de novas descobertas. A Classe Prometheus e a Classe Nova estavam a todo vapor. Podia-se ver várias destas naves navegando pelo espaço da Federação. Outras classes, como a Excelsior, Ambassador e Constelation foram finalmente descomissionadas. Somente algumas naves destas classes estavam funcionando e, portanto, ainda faziam parte da Frota Estelar. A Classe Sovereign era a chamada Classe Capitânia da Frota e a Classe Defiant era o novo filão militar.

Duas outras classes foram colocadas em ação. Classe Trade, que é usada para fiz comerciais e científicos. E a Classe Cônsul que, brevemente, iria substituir a Classe Galaxy. Na história de paz estamos vendo o limiar da conciliação entre Vulcano e Romulus. Parecia que finalmente a reunificação poderia ocorrer. A paz corria também no espaço Bajor/Cardassia, aonde num acordo mutuo as duas raças poderiam usar a estação pacificamente. Em todo esse tempo não se teve mais noticias do Dominium. O Continuum Q parece ter ficado cansado dos humanos, pois fazia mais de 5 anos que não se houvera noticias deste.

Agora a FUP havia conseguido chegar ao setor J-25, aquele que a Enterprise-D dera o seu contato inicial com os Borgs, onde estabeleceu várias colônias de moradia e pesquisa. A Frota não temia que os Borgs chegassem aqui, pois sabia que, segundo dados relativos a Voyager, a Coletividade havia se desestruturado. Mas estavam enganados. Muito enganados.

Parte I

Tudo corria bem na nave estelar da FUP, a USS ShadowRunner. A sua capitão estava no seu quarto dormindo quando recebera uma chamada. A tela do comunicador tocou uma vez.

‘Quem será uma hora dessas?’ eram 0600.

Tocou mais uma vez.

-Já vai. Já vai. – estava se levantando para vestir o seu robe.

A tela tocara mais uma vez.

-Eu já disso que estava vindo. Quem é computador?

| Mensagem vinda da Academia da Frota Estelar.|

‘Academia? Será que é ele?’

-Abra.

O computador fez como ordenado. Na tela apareceu primeiramente o cenário da Academia da Frota com vários cadetes a passear. A imagem remetia-a aos seus velhos tempos de cadete. Ali ela fora muito feliz e conseguira muitos amigos. Depois de alguns segundos apareceu um rapaz com uma aparência de um pouco mais de 20 anos.

+Olá mãe.+ era o filho da capitão ele estava cursando a Academia da Frota Estelar. Fez isso a pedido dela.

-Como vai filho? – ela estava prendendo o seu cabelo.

+Eu estou bem. Olhe só isso.+ ele mostrou a gola do seu uniforme havia mais um pin. +Agora sou cadete de terceiro ano na Academia.+

Ela ficou maravilhada.

-Quando foi que você passou, seu danado?

+Recebi o meu resultado do teste ontem. Adivinha o que eu vou fazer?+

Ela sabia da inconstância do seu filho, ele era bem parecido com o seu pai, aquele homem louco que a conduzira a vários lugares, planetas e asteróides, na antiga Moysev, e foi por causa das atitudes daquele homem que ela se apaixonou.

-Não... Diga-me o que você irá fazer.

+Agora farei parte do Corpo de Aprendizagem Navegacional. Serei navegador.+ Falou ele com um grande sorriso nos olhos.

Era de se esperar isso. Pois ele estava convivendo com o seu pai em São Francisco.

-Parabéns Daniel é uma ótima escolha. – no fundo via a imagem de Frank dizendo para o garoto fazer navegações. No fundo ela queria que ele fosse segurança ou engenheiro, pois ele tinha vocação para isso e, quem sabe, ele poderia fazer parte da sua tripulação.

+Valeu pelo o apoio mãe.+ ele desviou a cabeça por alguns minutos, estava a falar com alguém. +Desculpa mãe, mas agora eu tenho que ir. Esqueci-me que estava com um encontro agora.+

-Encontro? Com quem?

+Depois te digo. Tchau...+ O monitor se desligou.

‘Tchau filho...’ Pensou pegando na tela do monitor ao ver este se apagar.

Agora já que estava acordada fora vestir logo a sua roupa de oficial. Aqueles poucos minutos que falara com o seu filho reacendera uma chama antiga. Ela costumava ser uma das primeiras a acordar no seu dormitório e como era do pessoal da bagunça não deixava nenhum outro cadete dormir. Costumava brincar com eles dizendo: lá vem o instrutor pessoal..., Todo mundo é bom acordar.

Houve uma vez que ela foi longe demais numa de suas brincadeiras. Ela pediu para um dos cadetes que estavam na ala médica para fazer uma modificação genética, queria saber como ficaria ela como uma Romulana. Os cadetes hesitaram, mas ela dissera que se eles fizessem aquilo iria sair um dia com cada um deles. Eles ficaram alvoroçados, mas apenas um se dispôs a fazer a maquiagem gênica.

Depois de algumas horas, lá estava ela parecida com uma Romulana andando nos corredores da Academia. Um oficial de segurança a viu e prendeu-a na hora. Horas depois, logo após um intenso interrogatório, ela foi solta, pois o seu pai, que era um dos vários instrutores da Academia soube da brincadeira de mau gosto da filha. Depois de alguns puxões de orelha, ela foi submetida ao tratamento de reversão.

‘Bons tempos aqueles.’ Pensou ela.

Depois de vestir o seu uniforme, ela se dirigiu ao bar panorâmico.

[ShadowRunner, Bar panorâmico]

McChicken tinha o costume de acordar cedo. Sempre gostava de ver os oficiais que chegavam mais cedo para tomar o seu café da manhã. E de vez em quando tinha uma surpresa boa, pois sempre aparecia alguma ótima cientista civil que varara a noite em claro.

‘Ahhhhhhhhh, essas jovens de hoje. Tão dedicadas ao trabalho. Ainda um dia vou levar uma dessas para um Holodeck para tirar esse cheiro de laboratório delas.’

Havia poucas pessoas no bar naquele momento. Apenas tinha três oficiais do turno da madrugada a conversar e dois cientistas civis.

Hoje parecia ser um dia normal, mas qual fora a sua surpresa ao ver a capitão entrando pela porta do bar.

-Capitão. Que surpresa grata a senhora por aqui. – recebendo a ilustre pessoa com um sorriso largo no rosto.

-Obrigada pela recepção Sr. McChicken.

-Por favor, capitão, sente-se.

Ronald McChicken, que era o dono do bar, era um homem um pouco elegante, tinha 1,81m, era um pouco careca, mas tinha cabelo persistindo por todo a sua cabeça, que eram loiros. Os seus olhos eram verdes claros, parecia que eles queriam saltar do lugar onde estavam na cabeça de Ronald e sua pele era branca, o que poderia dizer que ele era um americano típico.

-Sr. McChicken, eu já pedi que me chamasse de Marina. Já estamos a bordo desta nave há dois anos e o senhor continua a me chamar pela minha patente. – dera um sorriso modesto

-E eu queria que a senhora me chamasse do mesmo jeito, mas a senhora se recusa.

-É à força de costume Sr. Mc... Desculpe-me, Ronald. É questão de uma educação familiar.

-Mas, desculpe se estou sendo grosseiro, nos não somos uma família nesta nave?

-Sim, pelo seu ponto de vista sim. Está bem, Sr. M... Ronald tentarei ser mais cordial com você.

-Eu digo o mesmo Marina. – Ele terminou a frase pegando um padd no seu bolso. – o que vai ser?

-Leite morno de Betazed e algumas torradas.

-Já está saindo.

Ronald saíra de perto da capitão. Ela ficara a olhar para o bar e vira os ocupantes das outras mesas. Tudo estava realmente muito calmo. A nave seguia pacificamente nas estradas da galáxia. Ela ainda se lembrava do tempo que era oficial tático da USS Moysev. Aquela nave ficava o tempo todo na Zona Neutra. Uma ou outra nave fazia um pouco embate contra a Moysev. Era bem emocionante. Depois de um certo tempo conseguira uma promoção para a USS Cloud, uma nave cientifica, mas não antes de saber que estava grávida.

Foi uma grata surpresa ao saber que iria ter um filho. O pai, que conhecera na USS Moysev, era o oficial de navegações, o nome dele era Michael Bueno e era um galanteador, pois saia com todas as mulheres daquela nave. Mas fora Marina que fisgara aquele coração volúvel. Na USS Cloud ficara no posto de oficial tático/segurança durante 8 meses, depois a pedido do capitão daquela nave, ela fora para a sua cidade natal ter o seu filho. Depois de 2 anos ela voltava para o serviço com o seu filho no colo. Passaram-se mais alguns anos, fora promovida para Primeiro oficial da Cloud e com a sua influencia mandou o seu filho para a Academia da Frota, isso já contabilizava 16 anos. Michael fora ser instrutor da Academia da Frota e aproveitando que Daniel iria para Academia mandou que Michael viesse pegar ele na Cloud.

Passaram um bom tempo junto, antes que Daniel e ele fossem para a Academia. Depois de um certo tempo os dois deram adeus. Era a primeira vez que Marina ficara sozinha.

Passando 2 anos ela fora promovida para capitão da USS ShadowRunner e que está nave iria para o setor J-25, pois iria a FUP iria começar a colonização daquele local. E isto já fazia 4 anos, 4 anos separada de Daniel e Michael. Mas brevemente, quando a missão de ShadowRunner iria acabar, estaria voltando para a Terra passar um bom tempo com Michael e Daniel.

Ronald voltara com o seu pedido.

[ShadowRunner, aposentos de Tales]

Estava sozinho tentando consertar o sistema operacional da ShadowRunner. Mas nada. Mexia em uma configuração, outras três caiam. Tentava restaurar uma de cada vez, mas cada qual fazia cair mais uma configuração. Em pouco tempo a nave estava sem energia e sem gravidade artificial.

Parecia um pesadelo sem fim. Parecia não haver escapatória. De repente uma figura estranha lhe agarra às costas. Temendo pelo pior, Tales pega o seu phaser e se vira. Quando se vira um grito o acorda.

-Quando?!? Aonde??!?!? Por que?!!? – Falara Tales com a sua voz tremula.

-O que !? Está ficando louco Tales? – Falou Sinia, a oficial médica chefe da ShadowRunner e namorada de Tales.

Obviamente Tales estava sonhando. Mas era um sonho muito rico em detalhes. Não sabia distinguir o real do sonho.

-Estava apenas sonhando.

-Mas sonhando com o que? Estava tentando te acordar mas não conseguia.

-Com o pior pesadelo de um oficial de operações?

-Qual?

-A quebra dos sistemas de computadores de uma nave.

-AHHHHHHHHHHHHH – Sinia abre um belo sorriso, que por natureza própria Trill, é estonteante.

Foi isto que Tales vira em Sinia. O jeito dela ser, o seu sorriso. Tudo nela o agradara. Tivera um pouco de trabalho para falar com ela, pois a sua compostura tímida as vezes o deixava sem ação e ainda por cima aquela mulher que era tão bela.

Sinia era uma bela mulher. Deveria ter os seus 1,70m, tinha cerca de 28 anos, cabelos lisos loiros mel e olhos castanhos esverdeados. Sua pele era morena clara. Em suma, uma bela espécime Trill.

Tales era um típico humano. Ele tinha 1,68m, na sua idade biológica tinha 29 anos, mas por causa do seu trabalho estafante aparentava sempre um pouco mais. O seu cabelo era curto e alguns fios brancos estavam começando a aparecer, mas ainda tinha a sua coloração escura. Os seus olhos eram negros. Sua pele era morena ficando as vezes moreno médio.

No começo, a relação entre eles fora um tanto quanto conturbada, várias fofocas se espalhavam por toda a nave. Algumas eram um tanto quanto pesadas. Os dois já estavam ficando bem incomodados com a situação. Teve que haver uma intromissão da capitão para que isto parasse. E foi esta mesma que dera um tipo de benção da união dos dois. Mas os dois se completavam.

Neste meio tempo todo Tales e Sinia ficaram se olhando, estavam a se aproximar até que o comunicador deles tocou.

+Jansen para Nogueira. Está tudo bem aí?+

‘Isto é sacanagem.’ Pensou Tales tocando o seu comunicador.

-Sim Jansen, está tudo bem por que? E por que está acordado a uma hora dessas?

+ É que eu tive que trabalhar até tarde, por causa daquele encontro de ontem com a nave de rapina Romulana, estava fazendo um relatório até que recebi uma telemetria estranha.+

-Como assim estranha?

+ Um sinal subespacial.+

-Vindo de onde?

+Não se definir. Mas seu que estava indo para o seu quarto.+

-Como?

+Não seu te explicar agora. Mas parece haver um padrão.+

-Como assim um padrão?

+Parece que alguns tripulantes tem recebido esses sinais subespaciais a pelo menos 3 meses. E não parecem aleatórios.+

-Acho que seria melhor falar com a capitão.

+É o que eu irei fazer. Jansen desliga.+

Tanto Sinia e Tales ficaram se olhando. Havia um mistério no ar.

Parte II

[ShadowRunner, Ponte de Comando]

Eram 0800. A Capitão já estava na ponte de comando. Ela recebera o relatório que Jansen havia feito pelas estranhas transmissões subespaciais. Vira no relatório que essas transmissões subespaciais também chegaram ao seu aposento.

Ela pedira para às 0830 uma reunião. Estava a esperar que todos os tripulantes seniores se apresentassem a ponte de comando.

O primeiro a chegar foi o Tenente Comandante Tales Nogueira, o seu oficial de operações.

-Capitão. – falou cordialmente Tales

-Senhor Nogueira.

Em seguida vieram o Comandante Eymard Jansen, o oficial de Segurança que fizera o relatório das transmissões subespaciais. Apesar de ter vindo da Finlândia, ele não tinha a sua pele clara, pois era filho de pais mestiços, tendo então uma pele morena média. Tinha o seu cabelo já pego pela velhice, já era totalmente branco, tinha 50 anos, 1,75m e os olhos pretos, usava ainda um significante bigode.

Jansen tinha deixado na Terra a sua mulher, pois ela estava cuidando do filho do seu irmão. O nome dele era Heidi Jansen que puxara muita mais a mãe do que o seu pai, o irmão de Eymard.

Ele apenas dera um sinal de continência com a cabeça e fora para o painel tático da ponte.

Em seguida chegou o primeiro oficial Sebastian Marx juntamente com o navegador chefe Tenente Edward Powell. Os dois eram bons amigos e ficam conversando por muito tempo. São exímios jogadores do xadrez tridimensional e gostavam muito de fazer holosimulações de suspense.

A ultima a chegar fora a conselheira Seqir D’nar. Uma das primeiras bajorianas conselheiras da Frota.

Tanto Sebastian quanto Edward vieram da mesma cidade e cursaram a Academia da Frota juntos. Sebastian era um grande primeiro oficial, ele tinha uma estatura acima de média, possuía 1,94m, cabelos crespos, pele negra e olhos castanhos escuros. Ele tinha um grande carisma e todos aceitavam passivamente as ordens dele. Sebastian era o verdadeiro braço esquerdo da capitão. Edward era um mulherengo. Se desse teria pego todas as cientistas civis daquela nave. Ele tinha parentesco com o proeminente médico da Frota Alonso Powell e tinha como sobrinhos Jason Powell e Colin Powell, estes estavam cursando a Academia de Medicina da Frota. Parecia que ele era o único que seguira uma carreira diferente da família.

Powell tinha 1,69m, um tanto baixo se for comparado a média geral da nave. Tinha cabelos grandes, que ficavam até os ombros, ruivos. Os seus olhos eram azuis e sua pele era morena clara.

Havia um certo contraste entre Sebastian e Edward. Mas eles levavam tudo na brincadeira.

Seqir D’nar vinha de uma família tradicional de ex-seguranças e combatentes da rebelião Bajoriana. Mas ela queria seguir um caminho diferente. Entrou então para a Academia da Frota para ser Conselheira, um tanto diferente de seu primo que fora o ultimo da Família D’nar a ser segurança, este estava trabalhando no Posto Avançado da Cidade Paraíso. O nome dele era Mithryll D’nar. Diferente do seu primo, ela foi educada pelos seus pais bajorianos, enquanto ele foi adotado por um pai humano. Mas os dois seguram caminhos opostos. Um era oficial de segurança e o outro era conselheiro. Seqir tinha 1,71m. Cabelos loiros castanhos, olhos cor mel. Tinha um temperamento forte, que provinha de sua família e as vezes era sarcástica com as pessoas.

Depois que todos estavam a ponte levantou-se a capitão.

-Numero um a ponte a sua.

-Sim capitão.

Ela foi para o seu gabinete para preparar a sua reunião.

[ShadowRunner, Sala de reuniões.]

Todos estavam na sala de reuniões. Faltava somente a capitão. Ela chegou cinco minutos atrasada.

-Desculpem-me o atraso. – Se sentou na sua cadeira. – Comecemos a reunião. Por favor, senhor Jansen poderia começar.

-Sim senhora. – ele se levantou da sua cadeira. – Senhores, parece que estamos tendo alguns problemas com súbitas transmissões subespaciais. – falava enquanto entregava os padds para os oficiais. – Essas transmissões subespaciais estavam sendo mandadas para alojamentos de oficiais específicos.

-Qual seria o propósito? – perguntou Sebastian

-É exatamente isso que estou tentando descobrir.

-Há alguma lógica nestes parâmetros aqui destacados. – manifestou Havok, o oficial da Engenharia.

-Qual seria? – perguntou Marina.

-Olhe bem capitão. Cada transmissão subespacial era feita a partir das 0100, aproximadamente quando uma pessoa, que está dormindo a um pouco mais de uma hora, entra no estado REM

-Estado REM? – perguntou o oficial de segurança.

-O estado REM é... – foi interrompido pela médica

-REM (Reactive Eyes Moviment, Movimento reativo dos olhos) é quando a pessoa entra no estado profundo do sono e começa a sonhar.

-Obrigado pela explicação doutora. – fitara o vulcano com o seu olhar frio para a doutora – continuando... quando a pessoa está no estado REM ela fica mais suscetível a informações subliminares.

-Informações subliminares? – indagou a capitão

-Sim senhora. Como se fosse hipnose. Parece que as transmissões subespaciais estão sendo enviadas para esse fim. E, como se pode ver, estão sendo enviadas para os oficiais seniores. Alguns podem ter visto algo de estranho nos seus sonhos.

-Então é isso?!?!?! – falara com ar surpreso Tales

-O que foi Sr. Nogueira? – perguntou Marina

-Eu tive sonhos loucos estes últimos meses.

-Como eram esses sonhos?

Tales começara a explicar para a capitão os sonhos que tivera durante os últimos 3 meses. Ele estava dentro da ShadowRunner tentando fazer com que o sistema operacional voltasse a funcionar, mas sempre que conseguia ajeitar um outros três caiam. Mas não fora somente na ShadowRunner os seus sonhos.

Uma outra vez estava em uma nave de guerra de Klingon. Aonde lutava com todas as suas forças contra um Klingon recém-assimilado pelos Borgs.

-Pelos Borgs? Mas como? A Coletividade não fora destruída? – perguntou a Alferes de ciências Sonja Hawk.

-Não sei explicar Alferes. Somente sei o que eu vi no sonho. Talvez seja apenas um sonho.

-Pelas analises feitas e pelo comparativo que eu fiz, acho isso pouco provável Sr. Nogueira- disse o vulcano – tenho certeza que a uma ligação forte entre os borgs e essas transmissões subespaciais.

-O que recomenda então Sr. Havok? – perguntou Jansen.

-Um monitoramento completo dessas transmissões subespaciais. Coloquemos transmissores corticais em nós mesmo para tentar ler essas ondas. Ao mesmo tempo que tentemos procurar a localização exata de onde está vindo essas transmissões.

-É uma ótima idéia. Alguém tem uma outra?

Todos ficaram calados.

-Ótimo. Dra. Illix, faça os preparativos juntamente com Havok e Nogueira. Hawk e Jansen, quero que vocês façam o monitoramento para hoje a noite. Dispensados.

Os oficiais que ali estavam saíram da Sala de reuniões. Ficou Marina mais uma vez sozinha.

[ShadowRunner, Enfermaria.]

Hawk, Havoc e Nogueira estavam na enfermaria fazendo os preparativos para hoje a noite. Havoc estava mexendo nos aparatos médicos, estava modificando-os para a operação de hoje à noite.

Tales olhara que Hawk estava preocupara com algo.

-O que foi Sonja? Está tudo bem?

-Não sei Tales!!! – esfregara a mão esquerda no rosto. – e se forem os borgs?

-Acho que não precise se preocupar com isso. Você sabe que as transmissões subespaciais viajam mais rápido que a velocidade de dobra 9. Se forem eles teremos tempo de planejarmos algo.

-Mas...

-Não se preocupe. Podemos estar num setor distante da Federação, mas temos outras naves perto o bastante para nos ajudar.

-Tales, você viu o que aconteceu quando os borgs invadiram a Terra a algum tempo atrás. Quase nada pode dete-los.

-Mas conseguimos não?

-Sim...

-Então... fique despreocupada. Temos os melhores equipamentos que a Frota Estelar pôde nos dar e ShadowRunner está equipada com a tecnologia que a Voyager trouxe. Portanto temos um pouco de vantagem tático.

-Isto é o lógico Sr. Nogueira. Temos conhecimento deste setor e temos 7 naves da Frota nas proximidades. Se um cubo borg tentar nos atacar dificilmente este sobreviverá. Suas preocupações são infundidas Dra.

-Mas o que eu digo, Sr. Vulcano, é que os borgs tem uma incrível capacidade destruidora. A gente somente viu o ataque de um único cubo borg. E se forem mais de 3?

-Como eu já havia...

Antes que Havok pudesse falar o comunicador dos três tocaram.

+Como estamos senhores?+ Era a capitão.

-Senhora. – Illix bateu no seu comunicador, olhando feio para Havok. – Estamos quase terminando. Falta apenas fazer a programação dos sensores.

+Então continuem o trabalho senhores. Quero o relatório quando acabar. Summers desliga.+

Todos sentiram uma voz de tensão vinda da capitão. Era a primeira vez que eles a sentiam assim.

-Acho melhor continuarmos o trabalho. – Falou Nogueira.

Os outros dois oficiais concordaram.

[ShadowRunner, Ponte de Comando.]

Na ponte de comando estavam a capitão, o primeiro oficial Sebastian, a conselheira Seqir, o navegador Powell, e no console tático, o oficial de segurança Jansen e a oficial de ciências Hawk.

-Como estão aí senhores? – perguntou o primeiro oficial

-Estamos terminando de fazer o calibramento dos sensores de longo e médio alcance senhor. – falou Jansen.

-Ótimo.

-Senhor. – Falou Powell – mensagem do Comando da Frota.

-Na tela.

Era o almirante Sinclair.

+Senhores. Tenho algo urgente para vocês fazerem.+

-Pois não almirante.

+Quero que vocês vão para 3 marco 21. Um pedido de ajuda da colônia do quinto planeta deste setor. Mas não sabemos o que aconteceu lá, pois as transmissões foram... zzzzzxxxttxzxtzxtzxtz+

-O que foi isso Sr. Powell?

-As transmissões foram cortadas.

-Cortadas? – levantou-se Marina. – Powell marque um curso para 3 marco 21 dobra máxima.

-Pronto senhora.

-Antes... Deixe uma bóia sinaleira neste lugar e faça com que ela transmita a nossa ultima localização para Frota.

A bóia foi acionada.

-Sr. Powell acionar.

A ShadowRunner entrou em dobra.

Parte III

[Comando da Frota]

Sinclair estava preocupado. A Base estelar 332, a mais proxima do Setor J-25 havia recebido uma mensagem muito estranha de pedido de socorro. Continha apenas um “nos ajude” e nada mais.

-Contate-me com a nave mais proxima daquela colônia.

-Sim senhor. – disse um alferes da comunicações.

Aparece então na tela o cenário da ponte de comando da ShadowRunner.

-Senhores. Tenho algo urgente para vocês fazerem.

+Pois não almirante.+ falou o primeiro oficial.

-Quero que vocês vão para 3 marco 21. Um pedido de ajuda da colônia do quinto planeta deste setor. Mas não sabemos o que aconteceu lá, pois as transmissões foram cortadas por causa de algo desconhecido.

+Nos iremos investigar o mais rápido possível Almirante. Algo mais?+

-Só que tomem cuidado. Sinclair desliga.

Sinclair não havia percebido que houve uma pequena mudança no cenário da ShadowRunner. A nave tinha ficado um pouco mais escura do que o começo.

[ShadowRunner, Ponte de Comando]

A nave acabara de chegar ao local indicado pelo Almirante.

-Coloque na Tela Jansen.

O planeta era classe M. Totalmente azul-marinho. Havia poucas áreas de terra, coberta quase que em sua totalidade por água. Nos seus pólos havia um tipo de coloração avermelhada.

-O que temos Jansen?

-Planeta Classe M. Atmosfera composta de nitrogênio/oxigênio. Várias formas de vida e os seus pólos são compostos de uma mistura de gelo e óxido ferroso e carbonita.

-Colonos?

-Verificando. Colônia da Federação na segunda maior ilha do planeta, no hemisfério sul. Localizando 7000 vidas humanóides.

-Tente contata-las.

Jansen mexe no painel de tático, mas nada.

-Nada senhora.

-Estranho. Tente outras freqüências.

-Deixe-me ver. – ele tenta várias outras freqüências, mas apenas conseguiu silencio. - Do mesmo jeito senhora. Silencio total.

-Então. – ela toca no seu comunicador. – Illix, venha para a sala de transporte. Nogueira e Havok continuem o trabalho. Jansen e D’nar venham comigo. A ponte é sua Numero um.

Ela foi, juntamente com os outros oficiais, para a sala de transporte. Chegando lá, já estavam os outros oficiais que foram convocados. Havia também mais 3 outros oficiais de segurança.

-Senhores.

Todos subiram na plataforma de transporte.

-Acionar Alferes.

[Caedos II, perto da Colônia]

Eles foram parar perto da Colônia. Marina não queria que se transportassem dentro da colônia, pois poderia o perigo ainda estar lá.

-Formação de segurança padrão. Vamos.

O Grupo Avançado, formado por Illix, D’nar, Jansen, os três oficiais de segurança e a capitão começaram a andar rumo a colônia.

-É impressão minha ou aqui é meio frio? – falou o oficial de segurança Abelardo.

-É sim... por que será? Está fazendo um sol dos infernos aqui. – Illix apontou para cima mostrando os sóis acima deles.

-É realmente é meio estranho isso. – falou D’nar.

-Não vamos nos preocupar com coisas infrutíferas no momento. Vamos logo para a colônia. – foi a ordem da capitão.

Todos ouviram ela e seguiram. Sem parar de pensar que aquilo era realmente muito estranho, pois dois sóis deveriam estar dando um calor dos infernos naquele planeta.

Eles chegaram a colônia. Era uma grande vila e tinha um portão de acesso. Um dos oficiais de segurança foi até o painel de acesso e tentou abrir o portão. Foi em vão, estava tudo desligado. Marina então ordenou que atirassem no portão com o phaser em baixa intensidade. Todos eles atiraram. O portão cedeu. Caindo para frente, o que eles viram foram algo demais grotesco. Vários corpos espalhados no chão.

-Pelos Profetas – Falara D’nar.

-O que houve aqui? – Falou Illix fechando os olhos.

-Meu Deus, pobres colonos. – disse Marina

Nunca se vira um ato de violência tão grande e funesto. Os corpos de dezenas, talvez centenas, estavam espalhados por todas as ruas, até aonde poderia se ver, da colônia. Havia braços pendurados em janelas, corpos espetados em estacas fincadas em pé e nas paredes dos edifícios. Cabeças com a parte superior aberta. Corpos com as partes abdominais e torácicas abertas, com os seus órgãos expostos. Era uma crueldade sem fim. Não se poderia mencionar o cheiro fétido horrível.

Parecia que o cheiro da morte perdurava no local. Eles não tinham muito o que fazer ali. A primeira a tomar a dianteira fora a capitão.

-Senhores. Não temos tempo a perder. Vamos.

Os outros oficiais seguiram a capitão para dentro da colônia. Fora desta o cheiro já era insuportável, dentro era ainda pior.

-Abelardo, Sinston e Illix vão para o norte. D’nar venha comigo. Jansen e Kenton Vão para o leste. Relatórios a cada 5 minutos. Nos reunimos aqui na praça central em 40 minutos.

O Grupo Avançado se separou.

A capitão e D’nar foram para algumas casas. Todas estavam parcialmente destruídas. Parecia que houve uma guerra ali dentro. Havia mais e mais corpos espalhados no chão. Parecia aumentar em ordem aritmética. Era importante que achasse pelo menos um colono vivo para saber o que foi que acontecera no local. Várias casas tinham escrito em suas paredes, com o que parece ser sangue, várias coisas em uma linguagem desconhecida.

Abelardo, Sinston e Ilix estavam num tipo de capela. Por fora ela se encontrara intacta, mas por dentro havia as mesmas coisas que foram visto na entrada da colônia. O que ou quem seria tão cruel para atos tão bárbaros. A capela por dentro tinha várias imagens em telas feitas, pelo que parecia, pelos próprios colonos. Mas todas estavam manchadas com sangue. Era algo realmente inimaginável. Quando Illix se aproximou do altar vira que ainda tinha vários corpos adiante. Abelardo estava a passar o Tricorder no local, conseguiu focalizar algo vivo e parecia crescer esse sinal a medida que andava para frente.

-Com licença Dra.

Chegando perto da imagem de cristo crucificado, os colonos que a Frota mandara para aquele planeta eram todos unidos e de maioria católica, algo estranho escorria nos pés daquela imagem. Mas a fonte de vida vinha dali. Quando Abelardo chegou mais perto da imagem, ele vira que não era uma imagem e sim uma pessoa no fim da sua vida.

-Socorr... – tentou falar o homem que estava pendurado.

-Dra. Depressa.

Abelardo retirou com cuidado o homem. Illix começara os procedimentos de salvamento. O homem estava com hemorragia interna e ferimentos por todo o corpo.

-Me ajudeeeeeeeeeeee...

-Droga... não morra... vamos... vamos...- Illix estava fazendo o seu máximo possível – Abelardo segure a cabeça dele e levante ela um pouco. Sinston segure as pernas dele. Irei aplicar um neuroestimulador.

Ela aplica a droga. Sem nenhum resultado. O homem estava perecendo.

-Abelardo me dê os estimuladores corticais que estão aqui na minha bolsa. – alguns segundos depois. – obrigada. Faça uma conexão com o tricorder. – ela coloca os estimuladores na cabeça do homem. – acione.

O homem voltou a reagir, suas funções vitais estavam muito baixas, mas funcionavam.

-Temos que contatar a capitão. – Falou Abelardo.

-NÃOOO. Agora temos que ajudar este pobre homem. Vamos tentar medica-lo e depois vamos a praça central.

-Mas Dra.

-Nada de mas. Vamos me ajude.

-Está bem.

Jansen e Kenton, que foram para o leste, estavam no que parecia ser uma oficina. O mais estranho de tudo é que não havia qualquer tipo de ferramenta no local.

-Isto é muito estranho. – Falou Kenton

-Só estranho? O que uma oficina sem ferramentas estaria fazendo aqui?

-Talvez o que matou o pessoal daqui estava com algum problema... sei lá.

De repente os dois ouviram um barulho. Eles empunharam os seus phasers.

-Parece que veio daquela porta. – falou Kenton

-Irei na frente, me de cobertura.

-Sim senhor.

Jansen foi a frente. Eles chegaram perto da porta. O navegador deu um sinal de positivo e mostrou que iria abrir a porta. Kenton ficou preparado. Bruscamente Jansen abriu a porta e os dois entraram no pequeno quarto. Estava muito escuro, Kenton pegou uma lanterna na sua mochila, iluminando todo o local.

Havia algo ou alguém acuado no canto. Quando os dois oficiais da Frota se aproximaram um grito foi dado. Era um grito fino. Eles chegaram mais perto e iluminaram o local. Era uma menina.

-Calma... calma... calma... estamos aqui para ajudar. – falou Jansen.

Enquanto Jansen tentava acalmar a menina, Kenton a pegara pelo braço. Ela tentara fugir debatendo-se. Jansen fora rápido aplicando-lhe um sedativo.

-Vamos leva-la para capitão.

(...)

Depois de 40 minutos todos voltam a se reunir. A parte de Illix trazia consigo um homem altamente calejado. Kenton e Jansen traziam uma menina.

-Sobreviventes? – perguntou Marina

-Foram os únicos que nós achamos senhora. – falou o oficial de segurança Abelardo.

-Qual a situação deste homem Dra?

-Grave capitão. Muito grave. Pelo que eu consegui descobrir com o tricorder, ele tem várias costelas quebradas. Uma séria perfuração no fígado e baço, e, talvez a hemorragia interna tenha parado.

-Talvez?

-Não posso precisar muito bem capitão devido os poucos recursos que eu tenho disponível.

-Muito bem. – Marina bate no seu comunicador. – Summers para ShadowRunner.

+ShadowRunner falando.+

-Transporte de emergência para quatro. Focalizem na Dra. E no oficial de segurança Kento, mande-os para enfermaria.

+Sim senhora.+

Os dois oficiais foram transportados para a enfermaria.

+Algo mais senhora?+

-Sim quero que mande um outro grupo de segurança imediatamente.

+Com. Xxxzzx... Não xzxzx... ouvir.+

As comunicações caíram.

-ShadowRunner?!? ShadowRunner?! Mas que droga. As comunicações caíram.

-E agora capitão? – perguntou Sinston

-Vamos continuar a nossa busca. Talvez consigamos encontrar a torre central de comunicação.

Marina, D’nar, Abelardo e Sinston continuaram a andar por aquela colônia abandonada. Eles não notaram que um semblante aterrorizante os seguia.

Parte IV

Ao mesmo tempo em que transportaram o pedido da capitão.

-Algo mais senhora? – falara um oficial da segurança que estava na ponte.

+Sim quero...+

-Como? Por favor, repita. Não estamos conseguindo ouvir. – As comunicações caíram. – Sr. Marx as comunicações caíram.

-Caíram, como isso é possível?

-Estou captando enormes ondas de neutrinos se espalhando por toda atmosfera do planeta.

-Hein? Isso é natural?

-Não senhor. É um fenômeno espacial.

-Senhor. – Falara a oficial de ciências.

-Diga Alferes Hawk.

-Estou captando as transmissões subespaciais. Parecem estar vindo de quatro pontos.

-Quais?

-Um do satélite artificial do planeta, outro está vindo da superfície do planeta, o outro não estou conseguindo identificar.

-E o quarto?

-Está vindo daqui de dentro da nave.

-Como?

-É o que os sensores estão indicando.

-Da onde exatamente?

-Enfermaria senhor.

-Enfermaria? – Sebastian tocou o seu comunicador. – Marx para a Enfermaria, podem me ouvir?

Um silêncio.

-Droga... Marx para enfermaria podem me ouvir?

+Não.+ uma voz gutural respondeu.

-Quem é você?

+Somos os Stroggs.+

(...)

Illix e Kenton haviam se transportado para a enfermaria.

-Peguem logo esse homem, temos que trata-lo agora.

Todos os enfermeiros pegarem o homem e o colocaram em cima de um bio leito. Kenton deixou a menina inconsciente num outro bio leito. Ele fora ajudar Illix.

Todos estavam fazendo o máximo possível para ajudar aquele homem. Mas não notaram que a pequena jovem havia acordado.

-50cc de pziframina. Estimulador cortical...

Era uma grande correria dentro da enfermaria. Então o toque do milagre. O homem ficara consciente.

-Stro...

-Não tente falar meu senhor. – falou Illix

-P..r... cuida..o stro...

Antes que pudesse terminar a frase, uma lança metálica varou o peito do pobre homem. Todos se viraram e viram que a menina havia mudado a sua fisionomia. Ficaram com uma cara de horror. A menina, que antes tinha um pouco mais de 1,30m estava agora com 2,00m de altura. Havia várias peças que pareciam ser cibernéticas por todo o seu corpo.

-Quem é você? – perguntou Abelardo

-Somos os Stroggs.

O Strogg atacou a todos. Em menos de 30 segundos todos estavam desmaiados. E mais rápido que o ataque, ela acessou o banco de dados da nave e desabilitara as comunicações.

De repente o comunicador interno da enfermaria tocou.

+Marx para a Enfermaria, podem me ouvir?+

Um silencio.

+Droga... Marx para enfermaria podem me ouvir?+

-Não. - uma voz gutural respondeu.

+Quem é você?+

-Somos os Stroggs.

[Caedos II, Colônia]

Estavam ainda a procurar alguma central de comunicações. Mas ainda não conseguiram encontrar nada. E quanto mais andavam, mais corpos achavam-se no chão.

-Como foi possível captar 7000 formas de vida aqui neste planeta morto? – resmungou a capitão.

-Talvez tenha sido algum erro dos sensores. – Falou D’nar

-É pouco provável. Aqueles sensores foram calibrados a menos de cinco dias.

Enfim eles conseguiram achar no que parecia ser uma torre de comunicações.

Eles entraram.

[Caedos II, Torre de comunicações.]

Dentro da torre de comunicações tudo parecia deserto, como todo o resto da colônia. Também era possível ver as marcas de violência por todo o local. Sangue, pedaços de corpos e, o que era mais estranho, uma forma metálica aparentemente humanóide segurando duas cabeças humanas. Carne e metal se misturavam.

-O que diabos está acontecendo aqui afinal? – Falou a capitão

Abelardo, Sinston e D’nar ficaram calados. Não tinham nada a dizer, pois também não tinham a resposta para aquela pergunta.

-Bem... Abelardo e Sinston. Tentem acessar as comunicações deste lugar. D’nar venha comigo. Vamos dar uma olhada nas antenas. Me informem se houver algo.

Os dois oficiais apenas disserem um ‘sim senhora’ em alto e bom som. Marina e Seqir subiram no telhado do local. Quanto mais subiam, mais se podia ver o tamanho da colônia. Elas ficaram impressionadas. E mais, elas não conseguiam ver uma alma viva ou inteira em todo o lugar.

-Este lugar é um cemitério. – comentou Seqir

A capitão ficara calada. Engolira a seco as palavras da alferes. Nunca, em toda a sua vida, havia visto um lugar tão desolador como aquele planeta. De repente o seu comunicador tocou.

-Summers falando.

+Senhora... Temos um problema.+ Tiros de phaser são escutados. +Algo ou alguém surgiu do nada e está nos atacando.+

-Abelardo... Estou a caminho.

+Não senhora. + Mais alguns tiros... +Parece que a criatura fugiu... está tudo sob controle agora.+ Um grito cortante foi ouvido, era Sinston sendo atingido por algo. +MEU DEUS!?!??! Sinston.+

-Seqir... Vamos.

[Caedos II, Dentro da Torre]

Ao terminar as comunicações com a capitão, a ultima coisa que Abelardo ouvira fora um som estridente de metal roçando contra metal. Parecia que o barulho vinha de todos os lados. Ele estava confuso. Não sabia de onde o barulho estava vindo. Ao se virar, ele vira algo grotesco, fazendo-o esquecer por alguns segundos as regras de conduta de oficial de segurança e vomitar o seu café da manhã, era o corpo rasgado pela metade de Sinston. Podia-se ver as vísceras do corpo escorrendo por fora de seu abdômen.

Abelardo foi tocado por trás. Ele iria atirar quando ouvira uma voz conhecida.

-Calma... Sou eu. – Falou Marina

-Capitão? Desculpe... Sinston... o som... meu Deus.

A capitão vira como o seu oficial estava abatido. O barulho de metal continuava por todo o local.

-Abelardo... e os sistemas?

-Estão funcionando... senhora... não sei dizer bem...

-Está bem... vamos todos para o console de comunicações. Seqir, ajuste o comunicador de Sinston para rastreamento.

Seqir para o PADD por cima do comunicador, deixando-o em estado de procura.

-Pronto senhora.

-Obrigada Seqir. Empunhem suas armas. Vamos.

[USS ShadowRunner, Ponte de Comando]

Depois de ter ouvido aquela voz metálica e fria. Sebastian sentira um frio que percorrera toda a sua espinha. Tinha algo familiar naquela voz. Mas não tinha tempo para pensar.

-Droga... – ele pensou rápido – Powell e Hawk venham comigo. – ele tocou no seu comunicador. – todos os oficiais de segurança apareçam imediatamente no deck da enfermaria. Tenente Kimi a ponte é sua, alferes Ferreira fique no leme.

[USS ShadowRunner, Deck da Enfermaria]

Todos os oficiais de segurança estavam na porta da enfermaria. Eram no todo 28 oficiais.

-Vamos abrir manualmente. – falou Marx.

Antes mesmo de colocar as chaves magnéticas, uma garra metálica saíra de dentro da enfermaria, cortando, de leve, o braço esquerdo de Sebastian. Esta garra voltara e se acumulara na porta, forçando esta a se abrir.

Dentro da enfermaria o horror, todas as pessoas estavam presas dentro de casulos que a própria criatura havia feito.

-Vocês... que ousaram desafia-los. Agora morreram.

A criatura avançara para cima de todos. Marx dera a ordem que todos os phasers estivessem colocados para matar. Era uma nova política da Frota Estelar para uma ameaça de grande nível. Todos os oficiais de segurança atiraram ao mesmo tempo. Mas parecia que nada ou quase nada afetava a criatura.

Marx, mesmo estando ferido vira a situação onde se encontrava todos. Ele tocara o seu comunicador.

-Sala de transporte.

+Sim?+

-Focalize transporte em objeto estranho. E transportar ao meu sinal.

+Feito senhor.+

-Transporte.

O ser iria atacar Marx na hora em que ele fizera o pedido de transporte. A criatura estava, depois do transporte, flutuando no espaço.

+Ponte para Comandante Marx.+

-Marx falando.

+A criatura ainda está viva segundo os sensores.+

Marx não pensou duas vezes.

-Atire... força total.

Um torpedo quanta fora disparado, explodindo a maldita criatura.

-Senhor, - Falou Powell - acho que o senhor foi precipitado.

-Depois discutiremos isso Sr. Powell. Seguranças. Ajudam a todos na enfermaria.

A nave trepida.

Parte V

-O que foi agora? – Ele apertou o seu comunicador. – E agora ponte?

+Senhor. Rajadas de torpedos quânticos vindas do satélite do planeta.+

-Como isso é possível?

+Não sabemos senhor. Ordens+

-Levante os escudos. E nos leve a uma posição segura. Temos que arrumar um jeito de tirar a capitão lá daquele planeta.

+Sim senhor.+

A nave levantara os escudos e começara a se distanciar do planeta.

-Quero aquele homem que fora resgatado acordado o mais breve possível.

-Sim senhor. – Respondera um segurança.

[Caedos II, Dentro da Torre]

Os três oficiais restantes estavam tentando contatar a ShadowRunner.

-Summers para ShadowRunner, responda.

Nada.

-Summers para ShadowRunner, tem alguem aí?

Nada.

A capitão desliga o console de comunicações.

-Não tem ninguém lá em cima.

-Podem estar mortos. – Fez uma observação Abelardo.

-Ou podem apenas ter se retirado da órbita do planeta. – replicara Marina – Tem algo cheirando mal aqui neste lugar.

-Eu concordo capitão – falou Seqir. – Se os sensores da Shadow detectaram 7000 formas de vida, estas formas de vida devem estar por aqui em algum lugar.

Um som. Este parecia vir debaixo do console de comunicações. Os três se afastaram do console, ao chegarem perto da mureta que separava o console de comunicações do computador principal algo lhes pegaram por trás. Estavam com rifles phaser apontados para suas cabeças.

-Quem são vocês? – perguntou uma voz humana.

-Sou – ao ouvir o som familiar da voz humana – sou a capitão Marina Flock Summers, Oficial Comandante da ShadowRunner nave da Frota Estelar.

-Se virem e larguem os phasers.

Os três largaram as suas armas. Ao se virarem havia pelo menos 15 pessoas ali apontando-lhes vários rifles phaser.

-Graças a Deus vocês vieram. Desculpem-nos. Estamos a muito tempo aqui. Sem comida, água ou qualquer tipo de proteção.

-O que houve aqui? – perguntou Summers

-Não vamos conversar aqui. Aqui não é seguro. Por favor, venham com a gente.

Os três oficiais da Frota, juntamente com um batalhão de 15 civis saíram da torre de comunicações e seguiram para uma casa de dois andares. Estava fortemente armada.

-Sentem-se, por favor.

-O que houve? – inquiriu a capitão.

O homem ficara calado por alguns segundos. Estava ansioso. Queria sair dali. Juntamente com mais de 400 colonos aqui ali estavam com ele. Todos queriam sair daquele planeta infernal.

-Deixe-me apresentar primeiro. Sou o Colono chefe do planeta Caedos II, Jonathan Flakes.

-Sr. Flakes, recebemos o seu chamado de socorro. Quando chegamos aqui nossos sensores captaram cerca de 7000 formas de vida. Mas as únicas coisas vivas que encontramos aqui foram duas pessoas e estas foram para a Shadow.

-Aonde está sua nave? – parecia ansioso Flakes.

-Ela está lá por cima.

-Poderia contatar ela?

-No momento não.

-Pór que não?

-Parece que está havendo algum tipo de interferência.

-Malditos Stroggs.

-Stroggs? - Marina ficara curiosa – O que é Strogg?

-Bem... Como devo começar? – Flakes ficou olhando um pouco de tempo para o vazio. – Os Stroggs são uma raça advinda do Quadrante Delta.

-Do Quadrante Delta? O que eles vieram fazer aqui?

-Pelo pouco que sabemos... é destruir toda a Federação.

-Como eles conhecem a Federação?

Flakes começara a contar tudo o que ele sabia sobre os Stroggs. Os Stroggs era uma raça antes auto-denominada A Unidade. Esta raça pensara que estava livre da influencia dos Borgs, da onde eles vieram, pois antes de serem a Unidade, eles eram seres da Coletividade Borg. Depois do encontro com a USS Voyager, A Unidade teve um breve momento de paz. Quando a Coletividade teve a sua derrocada decretada por causa de incessantes lutas com a tripulação da nave da Federação, várias outras raças do Quadrante Delta começaram a estabelecer os seus próprios domínios. Quando uma raça, chamada Vorth, invadira o local do planeta da Unidade uma guerra fora travada, pois a Unidade ainda continha os conhecimentos da Coletividade sobre a assimilação. Algumas raças ficaram neutras com essa disputa por territórios. Mas ninguém daquele quadrante esperava que os Borgs iriam voltar.

Depois de 4 anos. Fora avistada, bem perto do planeta natal da Unidade, uma nave diferente. O seu formato era de um tetraedro e tinha uma coloração muito parecida com o cubo borg. Qual não foi a surpresa tanto do Vorth quanto da Unidade quando ouviram a voz vinda daquela nave.

“Nós somos os borgs, abaixem seus escudos e suas armas. Sua tecnologia e bio-formas serão assimiladas. Sua cultura se adaptará a nossa. Resistir é inútil.”

Em poucos segundos várias destas naves tetraédricas tomaram conta do espaço. Iniciando um ataque feroz contra os Vorths e a Unidade. Em menos de um dia toda a Unidade e boa parte dos Vorths, alguns ainda conseguiram escapar, estavam assimilados. Parecia haver algo mais atrás daqueles novos Borgs.

A Coletividade, ao assimilar a Unidade, transformara esta raça numa outra. Agora a Unidade era conhecida como Stroggs e eram os conhecidos batedores da Coletividade.

-E... – falou com uma ânsia na sua voz – Se os Stroggs são os batedores da Coletividade. Era bem possível que eles estivessem vindo se dirigindo ao espaço da Federação para acabar de vez com a gente.

-Como você sabe disto tudo? – Marina estava intrigada.

-Com isto. – tirou algo do bolso dando para Marina.

-Um neuroprocessador? Como... isso é tecnologia borg.

-Eu sei... ao dissecarmos um corpo destas criaturas nós descobrimos este neuroprocessador. Nós analisamos os dados e vimos que, estes dados vinham da Coletividade. Mas diferentemente da Coletividade, os Stroggs são matam. Não assimilam as suas vitimas. Matam e tomam forma das vitimas.

-Espero um pouco? Tomam formas? – Summers ficara um pouco pensativa.

- O que foi capitão? – perguntara Seqir.

-Nada... Nada...

[ShadowRunner, Sala de reuniões]

A nave já estava numa posição mais segura. Os ataques haviam cessado. O homem que fora resgatado da colônia dissera a mesma historia que Flakes havia dito para a capitão. Todos estavam impressionados com o fato.

-Mas ainda temos 400 pobres almas lá embaixo senhores.- falou Robert Hars

-Eu sei... estamos fazendo planos para que possamos resgatar todos e a capitão também. – replicou Marx.

-Espere um pouco. – Se levantou Illix – Se eu ouvira bem. Os Stroggs matam e assumem a forma da vitima, não é isso Sr. Hars?

-Sim.

-Então. Algumas pessoas terão, se fossemos transporta-las, traços altíssimos de nanoprobs borgs.

-A tenente Illix tem razão. – Falou Havoc. – Os Stroggs podem até redefinir a sua estrutura física, mas, segundo a lógica, não podem modificar a sua estrutura biomolecular.

-Sim, isso mesmo Havoc. Então, Comandante, sugiro que calibremos os transportadores para apenas as pessoas que não possuam os nanoprobs borgs.

-Mas como iremos fazer isso? – perguntou Marx

-Procuremos a freqüência exata dos probs. – Falou Havoc.

-Isso é possível? – falou Marx

-Sim. Pelo que eu me lembre, utilizamos uma parte desta tecnologia borg desde que a Voyager voltou do Quadrante Delta. Os computadores da Shadow devem ter a freqüência certa.

-Então – Marx parecia está entusiasmado. – Façam os ajustes necessários para o resgate.

-Mas e o satélite atirador? – perguntou Powell

-Usaremos a armadura Ablativa.

-Sim senhor.

-Todos estão dispensados.

Começaram então os preparativos para resgatar o resto dos colonos.

[30 minutos]

Tudo estava pronto. Todos estavam em seus devidos lugares.

-Senhor Powell. Marque um curso para o planeta. Impulso máximo. Senhor Jansen levantar escudos. Ao meu sinal... podem ir.

A nave fora em direção ao planeta. Chegando na órbita do planeta, os tiros recomeçaram. A armadura Ablativa estava segurando bem as descargas de torpedos quânticos.

-Sala de transporte. Como estamos indo? – perguntou Marx

+Senhor. Estamos tendo dificuldades devido ao escudo neutrinico ao redor do planeta. Estou tentando compensar.+

-Faça todo o possível.

Depois de 10 minutos. Tendo os tiros tido derrubado o escudo ablativo, estando agora com o escudo normal.

-Escudos a 79% e caindo senhor- Falou Jansen.

-Esperem mais um pouco.

+Sala de transporte para Ponte.+

-Marx falando.

+Todos foram transportados. Senhor.+

-Quantos?

+Cerca de 129 colonos e três oficiais da Frota. O oficial Sinston está morto.

-E a capitão?

+Ela já está a caminho.

[Caedos II, Forte, 15 minutos antes]

A tensão aumentava cada vez mais. Todos não sabiam o que fazer ou o que dizer. As duas oficiais olhavam para os colonos e alguns destes simplesmente as ignoravam. Algo muito estranho estava acontecendo naquele local.

-Senhora.

-Sim Seqir?

-A senhora não notara que alguns destes colonos estão agindo de uma forma assustadoramente normal?

-Como assim?

-Olhe aqueles dois, por exemplo. Estão jogando cartas com aqueles outros dois. Pelo relato do senhor Flakes eles mal tem forças para levantar os rifles.

-Isto é paranóia sua conselheira.

-Pode ser. Mas não estou gostando nada desta situação.

-Eu digo o mesmo. Quem sabe quantos Stroggs podem estar aqui dentro.

-Capitão?

-É que eu estou imaginando desde que Flakes falou que os Stroggs podem assumir a forma física das pessoas mortas.

Flakes se aproximou das duas oficiais. Algo de estranho estava acontecendo com ele. Parecia estar com um olhar distante e vago.

-Vocês estão com fome?

-Estamos. Mas não precisam se preocupar. – falou Marina

-Espere um pouco.

Flakes voltara com duas tigelas de alguma coisa pastosa e esbranquiçada. Duas colheres feitas de improviso estavam dentro das tigelas.

-Tomem.

-Não queremos. – recusou cordialmente Marina.

-Isto faz parte da minha ração, podem ficar. – colocando as tigelas praticamente nas bocas das duas oficiais.

-Não queremos. Por favor, fique com isto, não sabemos quando precisaremos realmente comer. – afastando as tigelas.

-Mas... – algo estranho permeara o braço esquerdo da Flakes. – tomem.... por favor.

Marina se levantou.

-Senhor Flakes. O senhor deve estar sofrendo de algum tipo de delírio. O que está acontecendo com o senhor?

Flakes começara a andar meio torto em direção a capitão.

-Por favor, capitão. Tome... isto é bom.

-Senhores. Apontem estes rifles para o Sr. Flakes. Ele é um Strogg.

-Não façam isso. – Falou Flakes. – Ela que é um deles.

Ao terminar a frase alguns colonos começaram a ser transportados. A mutação de Flakes estava começando. Como parecia ser, alguns Stroggs eram infiltrados dentro de uma raça e não sabiam que eram Stroggs até surgir uma situação de perigo. Alguns outros colonos começaram também a mutacionar. Pouco a pouco estranhas fiações metálicas, placas coberta por algo tecnorganico começavam a sair da pele daqueles colonos. Parecia uma febre altamente contagiosa que se espalhara por todos. Talvez ali fosse o fim da capitão.

-Droga... estamos cercadas. – falou Seqir

Vários Stroggs estavam ao redor dos poucos colonos.

-Vamos todos atirar... 3...2...1... agora.

Os disparos de phaser começaram a pipocar por toda instalação. Alguns Stroggs caíram ao chão, outros os tiros eram refletidos. Alguns colonos foram atacados pelos Stroggs e mortos em poucos segundos. Quando Flakes avançara para cima de Marina, ela fora transportada para a ShadowRunner.

Parte VI

A capitão estava um pouco fraca, mas nada que a impedisse de ir para a ponte. A nave trepidava mais que uma antiga classe D7 em dobra 8.

-Como estamos, Sr. Marx?

-Capitão... – estava feliz em ver a capitão novamente. – Escudos a 75% e caindo. Não vamos resistir por muito tempo.

-Acho melhor sairmos daqui não acha?

-Sim senhora.

-Senhor Powell, velocidade de Dobra máxima para fora daqui.

-Sim senhora.

Antes que a nave pudesse sair daquele lugar. Algo de horrível aparece por detrás do satélite. Era um cubo borg.

Nós somos os borgs, abaixem seus escudos e suas armas. Sua tecnologia e bio-formas serão assimiladas. Sua cultura se adaptará a nossa. Resistir é inútil.

Logo em seguida apareceu mais dois cubos e 3 naves tetraédricas. Uma porção de pequenas naves desconhecidas apareceram logo em seguida.

-Alerta vermelho. Preparar torpedos transfásicos. Ao meu sinal disparem 9 torpedos.

-Agora.

A Shadow atirou nove torpedos. Todos foram dispersos para pegar em múltiplos alvos.

-Danos mínimos em todas as naves. – Relatou Jansen. – Mas as naves pararam de avançar.

-Agora Powell. Dobra 9. Senhor Jansen mande um relatório para outras naves. Peça a elas nos encontrem em 22 marco 4 em 10 minutos. Temos que impedir essa invasão.

-Sim senhora.

-E também informe ao Comando da Frota.

-Sim senhora.

A Shadow parte daquele local.

[Setor J-25, alguns anos-luz de distância de Caedos II, 20 minutos depois]

Nenhuma nave borg ou Strogg foi atrás da ShadowRunner e isto estava preocupando Summers.

As 7 naves que estavam nas proximidades estavam lá. Eram duas Galaxy, uma Akira, uma Ambassador, duas Defiant e uma Sovereign. Todas as naves estavam em prontidão para qualquer ataque que fosse acontecer. Todos os oficiais comandantes estavam na ShadowRunner para discutir o que iriam fazer.

[ShadowRunner, Sala de reuniões]

Estavam todos lá. Falavam ao mesmo tempo preocupados com a possível invasão em longa escala borg.

-Senhores... – falou Marina, mas ninguém escutara. – Senhores. Calma.

Nada. Todos estavam falando e discordando do que um oficial dizia, ou do que outro opinava.

-ORDEM SENHORES. – gritou Marina

Todos deram atenção aos gritos da capitão.

-Muito bem senhores. Temos que discutir algo de grande importância aqui. A possível invasão borg.

-Possível? – levantou-se Gleen Landau, oficial Comandante da USS Nior, Classe Defiant – Segundo os seus relatórios, são apenas três cubos borgs e naves desconhecidas. Nada que vários torpedos transfásicos não possa deter.

-Mas, se você viu o meu relatório, os torpedos transfásicos causaram poucos danos.

-Eu sei. Mas é porque a Classe Intrepid não é uma nave de Guerra. Mas as Defiants podem dar conta do recado.

-Duvido muito Senhor Landau. Pois esta nave recebeu o ultimo upgrade a 9 meses.

Gleen caiu em sua cadeira estarrecido com as palavras de Marina. O ultimo upgrade foi a nove meses, então esta nave está com toda a parte de ataque e defesa a par com as ultimas tecnologias da Frota.

-Senhores.- Falou Guork, capitão da USS Cesarus, de Classe Galaxy. – Pelo relatório da capitão, é possível que não tenhamos chance contra essa ofensiva borg. O mais lógico é tentar determos essa ofensiva e mandar uma bóia com todas as informações sobre estas novas naves para o Comando da Frota. Talvez não sairemos vivos daqui.

Todos ficaram calados. Ninguém tinha o que falar.

-Eu concordo. – Marina se levantou. – Temos que proteger a Frota Estelar a qualquer custo. Perguntemos para os oficiais de nossas naves se querem lutar, ou se querem partir. Se partirem nós daremos as naves auxiliares. Talvez eles consigam chegar ao espaço da Federação e avisem ao Comando da Frota.

Os oficiais ficaram prestando atenção, concordando com o que a Marina dizia.

-Se for assim, aconselho a todos mandarem mensagens para os seus familiares. Senhores que os nossos deuses nos acompanhem. Dispensados.

Cada capitão foi para sua nave. Eles mostravam uma cara de baixa estima. Eles pareciam ver o futuro certo do que ocorreria ali. Marina ficou sentada na cadeira da sala de reuniões.

[ShadowRunner, Quarto de Marina]

Ela estava sentada na sua cama. Jansen havia avisado que os borgs ainda continuavam em torno de Caedos II. A capitão pedira que a pequena frota montada fosse, em dobra máxima, para um lugar mais próximo ao espaço da Federação, pois alguns oficiais pediram baixa. Chegariam ao local mais taticamente próximo em 5 minutos.

De lá as naves auxiliares levariam, no máximo, 3 dias para chegarem ao espaço da federação. E, em dobra 9, os borgs demorariam 10 minutos para chegarem aonde a frota montada está.

Marina uma vez ouvira falar que a Frota Estelar estava produzindo um novo tipo de nave. Que se equivaleria e muito a uma ave de Rapina Romulana.

Marina olhava continuamente para as estrelas. Mas o seu pensamento estava em outro lugar. Pensava demais em seu filho, no qual, talvez, nunca mais poderá ver.

-Computador gravar mensagem. – falou baixo.

|Repetir a ordem| - falou o computador.

-Computador. Gravar mensagem

Fez-se o barulho característico de resposta.

Ela se virou para o monitor.

-Daniel. Se você receber esta mensagem, e se receber, saiba que te amo muito e, que, apesar das desavenças que eu tive com o seu pai, diga a ele que o amo muito. Não seu dizer com as palavras certas o quanto eu sinto a sua falta ou que a cada noite eu me sinto mais distante de você.

-Eu... – lagrimas caiam ao longo de sua face. – queria ter visto você crescer. Mas não pude, não que eu não pudesse, era porque eu não queria mesmo. A maternidade me espantara um pouco, fiquei atordoada por saber que uma vida estava crescendo dentro de mim. Uma vida que eu criei.

-Quando você nasceu, foi a coisa mais linda que eu já vi em toda a minha vida. Eu sempre sonhei em ver o milagre da criação. E vi, não numa ponte de comando, mas sim no hospital, perto de mim. Não tinha palavras para descrever no momento. Ali vi qual era a importância de ser um ser humano. De ver como e porque somos curiosos.

Ela não agüentou e chorou. Chorou por longos minutos. Minutos nos quais pareciam eternos e ela queria ali que o seu filho estivesse perto dela. Mesmo com a sua postura que deveria mostrar a frente de seus oficiais, ela não era de ferro, às vezes, as noites eram solitárias para ela e sentia que o seu filho estava a observar a mesma estrela que ela estava vendo.

Sentia que era a mãe de todos os oficiais que estavam no seu comando, mas largaria tudo para viver com o seu filho. Só não fez isso porque o seu filho a vê como uma pessoa que ele queria idealizar.

-Filho... não sei mais o que dizer. Apenas... eu... te amo... e estarei esperando por você. Saiba que...

A nave trepidou, um raio podia ser visto da janela da capitão. Eram os borgs. O computador havia gravado aquilo.

-computador terminar gravação. Mande-a para a bóia.

[ShadowRunner, Ponte de Comando]

-Como estamos?

-Senhora. Os borgs apareceram antes do previsto. – falou Marx. – Ordens?

“É o fim.” Pensou Marina.

-Senhora, ordens?

-Já fora comunicado a Frota sobre a invasão?

-Não fora ainda comunicado nada ao Comando da Frota, pois há algo interferindo com as comunicações. É possível que seja os borgs fazendo o seu trabalho. Ninguém sabe ao certo se as transmissões das mensagens ou dados das bóias irão chegar ao comando da Frota. Mas talvez cheguem.

-Vamos nos preparar então. – falou Marina.

Pouco a pouco as naves borgs e Stroggs se aproximavam. Parecia que eles queriam manter todo o suspense possível.

Combate

Os três cubos borgs ficaram na linha traseira do ataque. Todas as naves da Federação estavam com os novos equipamentos que a Voyager trouxera a algum tempo atrás. Mas, ainda assim, todos estavam apreensivos. Eles sabiam que os borgs eram formidáveis estrategistas e quase nunca perdiam uma batalha.

As primeiras naves que começaram o ataque foram as pequenas, porém poderosas, naves Stroggs. Logo nos primeiros tiros, eles afetaram a Classe Akira e destruíram uma Classe Galaxy.

As naves da Frota não iriam resistir por muito tempo. Pois sabia-se que havia um poderio superior pendendo para o inimigo.

[ShadowRunner, Ponte de Comando]

-Armar todos os torpedos. Temos que atingir estes desgraçados de alguma forma. – falou com ar de fúria a capitão.

-Sim senhora. – Falou Jansen.

Todos os torpedos transfásicos foram armados e, em seguida, foram disparados contra os borgs. Eram no todo mais de 30 torpedos. Uma onda de torpedos irrompera os cascos das naves stroggs, mas foram refletidas pelas naves tetraédricas. Os cubos levaram danos leves.

As naves tetraédricas tinham velocidade, se não igual, superior a classe Intrepid, se equivalendo com a USS Nior. Tanto é que as naves de grande porte ficaram em dar apoio a ShadowRunner para atacarem os cubos. As Defiants ficaram para atacar as naves tetraédricas.

Os tiros iam e viam de todos os lados. Todas as naves tiveram vários danos. Mas o pior, que caíra em todas as naves da Frota Estelar, a sua munição havia acabado. Os escudos estavam abaixados. Pouco a pouco os oficiais dentro das naves iam sendo assimilados e as naves também.

[ShadowRunner, Ponte de Comando]

-Senhora. Relatórios de todos os decks. Os borgs invadiram a nave e começaram a assimilar a todos.

-Mas que droga. – falou Marx. – O que faremos capitão?

-Se eles querem tomar a nave. Terão que passar por cima de mim. Senhores. Peguem as suas armas. Para o resto da tripulação quero que peguem os botes salva-vidas e saiam da nave.

-Sim senhora. Vamos pessoal. Marx para todos os oficias de segurança, autorização para usar armas concedida.

-Computador. Iniciar auto-destruição Alpha- Charlie – 22349- nexus. 5 minutos, contagem silenciosa.

|Auto destruição confirmada. Começando agora. Contagem silenciosa.|

Várias cápsulas de fuga estavam saindo da ShadowRunner. Algumas eram destruídas pelos borgs e outras conseguiam escapar.

Não havia mais ninguém dentro da Shadow. Todos estavam mortos ou assimilados. Marina estava na sua cadeira de capitão. Parecia esperar por alguém.

-Ora. Ora. Ora. Se não é a capitão desta nave. – uma figura estranha surgiu das paredes da nave.

-Quem é você?

-Eu? Eu sou algo que vocês humanóides nunca compreenderam. Eu sou a alma dos borgs.

-Então você é a rainha?

-Não... aquela coisa que se chamava rainha fora extirpada da Coletividade. Aquilo foi algo fracassado, um experimento fracassado que quase arruinou uma grande civilização.

-Mas o que é você?

-Sou o pensamento vivo de toda uma raça. Tudo e nada. Algo, alguém e ninguém. Sou o Borg e sou o nada.

-Você controla os borgs?

-Não. Eu sou controlado pelos borgs.

-Então o que é você? O que você faz?

-Nós... Os borgs, somos uma conexão a um outro mundo. Eu sou a conexão deste mundo com carne humanóide. Eu sou, como diriam vocês humanos agora, sou uma interface que liga os borgs ao mundo material. Nós somos tudo e nada. Vivemos entre o vazio e o cheio. 1 e 0, 0 e 1. E você fará parte dele agora.

-Não se eu puder impedir.

-Como sua idiota? A assimilação é impossível de ser impedida.

-E quem disse que eu vou ser assimilada? Computador mostrar contador.

Na tela havia 40 segundos.

-Eu não preciso mais de dez segundos.

O Borg avança em direção a Marina. Esta apontara o seu rifle phaser, mas o borg não parara o avanço. Então Marina atirou, mas ela ficara impressionada, pois o tiro varara o rosto do borg, mas ele continuava vivo.

-Resistir é inútil. – Ele pegou no rosto dela.

A Shadow explodira.

Todo o combate não demorou mais que 20 minutos. Apenas a pequena USS Nior, sobrevivera. A nave voltara para o espaço da Federação calejada e dando as más noticias.

Epílogo

A Frota Estelar, em 2405 criara a Classe Bishop. Como intuito de equilibrar a guerra de uma vez por todas. Nestes anos que se passaram, vários planetas e civilizações foram assimiladas pelos borgs.

Fora também encontrada uma passagem, em Elius, para a Galáxia de Aquário. Lá descobrisse de onde havia vindo a tecnologia na qual se baseia a Classe Bishop. É também lá que se forma uma aliança forte para a Guerra contra os Borgs.

Muitos mitos e historias sobre esta raça também foram descobertos. Mas o pior ainda estava por vir, uma outra raça, pior que qualquer outra já vista antes, mostrara o seu poder. A sua tecnologia e humilha a Federação uma vez.

Daniel Summers estava lendo mais uma vez a mensagem que sua mãe havia deixado para ele. O ódio pelos borgs apenas aumentava a cada dia.

Fim do episódio.

Daniel Gomes é criador e responsável pelo Pbem "Play By E-mail", onde são desenvolvidas as histórias da USS Bishop. Visite a página da USS Bishop. STAR TREK UNLIMITED

****

Todas as obras têm autorização para publicação neste site e são responsabilidade de seus autores. A cópia de qualquer conto para uso público ou para fins econômicos e financeiros sem autorização do autor é EXPRESSAMENTE PROIBIDA! Qualquer dúvida entre em contato com o autor da obra ou com o Scriptonauta, através de nosso e-mail.


Todos os direitos reservados para Scriptonauta e Sekmet Tecnologia de Informação.