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No cume da mais alta montanha,
Aonde o plenilúnio faz morada,
Vivia um monstro de feições terríveis,
Oculto em sua caverna gelada.
Primogênito das moréias e substâncias mortas,
Sabia que era monturo do âmago da vida;
Vivissecção de tentativas perdidas;
Asco do criador, carne pútrida, oblívia.
Entre as amarguras da desgraça
E o ósculo amigo do venábulo,
Era visto como caça, ulceração da existência,
Criatura em contumbérnio com a demência,
Escarro da decadência, ser instável.
De sua face umbrosa,
Refletiu a sua graça,
Assim lhe deram um nome,
Nefasto – o filho da desgraça.
Márcio Domenes
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