Arquivo de fevereiro 2012
A Floresta
A fuga de Wurth após a peste marinha ser aplacada não foi fácil. O rei decidiu manter a bruxa em seus domínios por interesse próprio. Ela usara de seus truques para escapar do castelo, confundida como uma pedinte e assim escapou na companhia daquele arqueiro errante que deveria ter cumprido sua missão e desaparecido.
Um cavalo apenas, para duas pessoas, por mais robusto e forte que fosse se cansava mais rápido. Bruxa e arqueiro conseguiram escapar das tropas do rei se embrenhando pela floresta escura nos terrenos acidentados do sul do reino, um lugar onde ninguém queria entrar. Diziam que os elfos não desejavam companhias em suas terras. Ou era isso ou era enfrentar o rei de Wurth e seus desejos mesquinhos.
O cavalo já estava cansado. Pateava o chão, resfolegando, pedindo água. Lisisca o parou com cuidado e se preparou para desmontar. Qual não foi sua surpresa quando tanto ela como o arqueiro desabaram no chão. Estava dormindo? Não. Ele batia o queixo de febre, sua testa ardia e sua boca estava seca. Como aquilo tinha acontecido. Revistando sua roupa preta, buscando furos em sua cota de malha, ela encontrou duas perfurações por flecha, uma na coxa e outra no braço. Como ela esteve à sua frente o tempo todo, não conseguiu ver. E ele aturou a dor sem nada dizer ou demonstrar. Leia o texto completo »



